Faculdade de Direito de Lisboa avança com exames presenciais antes do desconfinamento das universidades

Associação de estudantes contesta, teme aglomeração de alunos e não sabe como é que estudantes vão sair dos seus concelhos de residência.

Os alunos e alguns professores da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa contestam um despacho da direção que decidiu realizar exames escritos da época de recurso do 1.º semestre de 5 a 16 de abril, antes do desconfinamento das universidades marcado para dia 19.

O caso é o segundo a envolver esta faculdade em poucas semanas, depois da Faculdade de Direito ter sido acusada de obrigar os alunos a instalarem um programa informático nos exames à distância que colocaria a privacidade em causa, objetivo entretanto abandonado.

Hélder Semedo, presidente da Associação Académica da Universidade de Lisboa, defende que não faz sentido, agora, exigir exames presenciais antes do regresso às atividades presenciais no ensino superior.

A associação de estudantes exige que os exames em causa sejam feitos em junho ou setembro e sublinha que não faz sentido realizá-los nesta altura, "tendo em conta que a maioria dos alunos não está em Lisboa e existe a proibição de circulação entre concelhos".

Além disso, Hélder Semedo teme as aglomerações que se viram em janeiro às portas das faculdades e que levaram a fechar as universidades em janeiro.

A TSF apurou que há pelo menos um professor que já contactou a direção da Faculdade de Direito avisando que se recusa a realizar os exames das cadeiras que orienta nas datas entretanto indicadas, antes do desconfinamento das universidades.

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