Falta de água deixa Viana do Castelo em situação crítica

Câmara de Viana do Castelo vai vigiar os consumos nas zonas mais montanhosas do concelho.

A seca está a deixar Viana do Castelo em situação crítica. Por isso, a autarquia vai deixar de usar água da rede pública para regar os jardins. A medida foi explicada pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre.

"Como em Viana do Castelo o nível freático é muito superficial temos um sistema paralelo que nos permite regar os nossos jardins com água que não é potável. Desta perspetiva, esta rede paralela permite-nos aqui, de imediato, reduzir os consumos através destas captações próprias que implementamos. Reduzimos também as frequências dos espaços relvados e implementámos regas pontuais nos vasos e plantas para também baixarmos, desta forma, os níveis de consumo", esclareceu à TSF Luís Nobre.

A Câmara de Viana do Castelo vai também vigiar os consumos nas zonas mais montanhosas do concelho. Se for necessário serão usadas cisternas para assegurar o abastecimento.

"Não temos ainda uma rede pública de abastecimento de água completa ao município. As freguesias, nomeadamente, não têm e, dessa forma, é fundamental monitorizar porque, se for necessário, teremos de fazer chegar, através de cisternas e outros meios, a água às populações", afirmou o presidente da Câmara de Viana do Castelo.

Perante este cenário, Luís Nobre apela à responsabilidade de todos os vianenses para que não consumam água em excesso.

"Temos de ter consciência de que a água é um bem essencial, escasso e tem de ser utilizado na devida medida e proporção. Temos de mudar comportamentos e sensibilizar todos os vianenses para este contributo. Esta ação individual vai, naturalmente, contribuir para um resultado coletivo, mas só acontece se cada um de nós mudar os comportamentos e assumir uma atitude responsável", acrescentou Luís Nobre.

O mês passado foi o sexto mais seco em 90 anos e o segundo pior desde 2000, superado apenas por janeiro de 2005.

O relatório do IPMA acrescenta que o valor médio da quantidade de precipitação foi muito inferior ao normal registado entre 1971 e 2000, correspondendo a apenas 12%.

"Verificou-se um agravamento muito significativo da situação de seca meteorológica, com um aumento da área e da intensidade, estando no final do mês todo o território em seca com 1% em seca fraca, 54% em seca moderada, 34% em seca severa e 11% em seca extrema", refere o instituto.

Relativamente ao índice de percentagem de água no solo, registou-se uma diminuição significativa em relação ao final do mês de dezembro, e o IPMA destaca os valores inferiores a 20% nas regiões Nordeste e Sul, com muitos locais dessas regiões a atingir "o ponto de emurchecimento permanente".

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