Falta de controlo nos aeroportos. Ordem dos Médicos preocupada com importação de variantes

Numa altura em que o tráfego aéreo tem aumentado devido ao Euro 2020 e às férias de verão, o bastonário da Ordem dos Médicos alerta para o facto de a propagação de novas variantes do coronavírus ser célere, sobretudo com as falhas de controlo ao nível dos aeroportos.

O bastonário da Ordem dos Médicos alerta para a acumulação de passageiros nos aeroportos portugueses à espera dos novos controlos referentes à monitorização da Covid-19.

Miguel Guimarães recorda as variantes que se desenvolvem noutros países, e teme "a grande acumulação de pessoas: pessoas que estão cansadas, pessoas que vêm de Espanha, vêm de Itália, vêm da Bélgica, do Brasil, da Venezuela, que vêm de cada parte do mundo".

"Juntam-se ali todas no mesmo sítio, praticamente encostadas umas nas outras; não há espaço", alerta o bastonário. "Não há fiscalização possível, os aeroportos não foram devidamente fechados para haver uma fiscalização e até uma ajuda às pessoas que nem sabem para onde hão de ir, ficam desorientadas."

Para Miguel Guimarães a ausência de controlo equivale a "promover um ponto nevrálgico no controlo da propagação da própria infeção num sítio em que a infeção pode propagar-se com mais facilidade de país para país". O bastonário da Ordem dos Médicos mostra-se preocupado com a possibilidade de importação de novas variantes para Portugal. "As variantes vão-se espalhando, e espalham-se a uma velocidade...", reconhece.

* e Catarina Maldonado Vasconcelos

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