Falta de investimento em saúde mental no Alentejo é altamente preocupante

A falta de meios técnicos é um problema em todo o país.

Com os mais altos números do país em termos de depressão, demência e ansiedade e uma taxa de suicídio que é o dobro da média nacional, a falta de investimento em saúde mental no Alentejo é altamente preocupante. O aviso é da psiquiatra Ana Matos Pires, diretora do serviço de Psiquiatria do Baixo Alentejo. A especialista defende ainda mais coordenação dos serviços e espera que os 85 milhões de euros previstos no Plano de Recuperação e Resiliência para a saúde mental venham ajudar a resolver um problema crónico.

Também Sofia Tavares, da Associação Sobre Viver Depois do Suicídio, nota que a falta de meios técnicos é um problema em todo o país, principalmente nas regiões do interior. A psicóloga e docente da Universidade de Évora sublinha que nos cuidados de saúde primários em Portugal há, em média, 1 psicólogo por cada 40 mil utentes, quando a recomendação aponta para 1 psicólogo por cada 5 mil utentes.

Por outro lado, e ainda sem números concretos sobre o impacto da pandemia na saúde mental no Alentejo, a psiquiatra Teresa Reis, e presidente da MetAlentejo, garante que os pedidos de ajuda dispararam nos últimos meses.

Estes foram temas de mais um debate que a TSF, em parceria com a Janssen, está a fazer pelo país, inserido no projeto "Descobrir Mentes" e que decorreu recentemente na Rádio Telefonia do Alentejo em Évora.

Descobrir Mentes é uma parceria TSF/JN com a Janssen, companhia farmacêutica do grupo Johnson & Johnson.

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