Fast-food por perto faz aumentar risco de obesidade entre as crianças

A falta de equipamentos desportivos e espaços verdes são outros fatores que pesam na realidade retratada neste estudo.

As crianças que vivem perto de restaurantes fast-food têm mais 30% de probabilidades de serem obesas. A conclusão é de um estudo realizado pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.

O Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto estudou cinco mil crianças da Área Metropolitana do Porto. Para além do peso, da altura e outras informações clínicas, foram recolhidos dados sobre o ambiente em que vivem estes menores. Ana Isabel Ribeiro, coordenadora do estudo, diz que aferiram a existência de hábitos menos saudáveis e a prática de atividade física. As conclusões demonstram que a prevalência de obesidade infantil varia muito e deve-se a dois fatores.

"A presença de equipamentos de fast-food na proximidade da residência. As crianças que vivem a uma distância pedestre curta [equivalente a uma distância que pode ser percorrida em cinco minutos] destes equipamentos tinham cerca de 30% mais probabilidade de serem obesas. Outro fator é a pobreza do local onde residiam, que acrescia a probabilidade de serem obesas".

A prevalência média de obesidade infantil, na Área Metropolitana do Porto é de 15,4%. Mas há duas zonas onde os números se destacam pela negativa.

"Uma é em Matosinhos, onde a média ficou acima dos 20%. A outra é em Valongo, onde a média é ainda mais elevada. Registamos uma prevalência de 26.7%".

Além dos dois fatores referidos, a baixa escolaridade materna também influencia os hábitos alimentares das crianças. Quanto mais baixo for, menos saudáveis são os cuidados.

Ana Isabel Ribeiro sublinha, ainda, que o estudo vem demonstrar que a obesidade é um problema transversal, não sendo da exclusiva responsabilidade do setor da Saúde.

"Nomeadamente o Ambiente e o Urbanismo, pois são duas áreas que são responsáveis pela organização e ordenamento do território e pelo estabelecimento pelos limiares de distância dentro dos quais devemos disponibilizar certos equipamentos".

A investigadora da Universidade do Porto, Ana Isabel Ribeiro, espera que este estudo reforce o alerta de que a obesidade é um problema de saúde pública.

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