Fazer sestas na creche: Parlamento recomenda estudo ao Governo

Foi aprovada uma recomendação do PCP para que se estude a possibilidade de introdução da sesta no pré-escolar. Outra proposta do PAN recomendava ao Governo que avançasse já com a medida foi chumbada.

Tanto PCP como PAN citam o parecer da Sociedade Portuguesa de Pediatria para defender que existem evidências científicas de que "dormir com qualidade e no número de horas recomendado, numa base regular, está associado a melhores resultados na saúde, nomeadamente a nível da atenção, comportamento, aprendizagem, memória, regulação emocional, qualidade de vida e saúde mental e física."

É por isso que o PCP viu aprovada, apenas com os votos contra do PS, uma recomendação ao Governo para que "se estude a possibilidade de introdução da sesta no pré-escolar, auscultando a comunidade educativa, os profissionais nas áreas da educação, pedagogia, saúde e ciências sociais, as organizações representativas dos trabalhadores e os pais, as famílias e suas associações".

O PCP admite que"há aspetos relacionados com os horários, tempo letivo, condições materiais e humanos dos estabelecimentos que exigem ponderação".

O PAN, por seu lado, viu chumbado um diploma que pretendia que o Governo proporcionasse "as condições adequadas, nomeadamente leito/colchão, ambiente calmo, escuro, com temperatura adequada, limitação de ruído e com vigilância, a todas as crianças em idade pré-escolar a fim de assegurar a qualidade do sono da sesta".

Era ainda proposto pelo Partido Pessoas Animais Natureza que "cada criança deve ter um plano individual de sesta, acordado com a família, devendo esta ser promovida pela educadora de infância na presença de manifestações de privação de sono ou necessidade de sesta pela criança".

Nos dois diplomas afirma-se que "em Portugal as crianças, principalmente as que frequentam os estabelecimentos públicos, por norma, não realizam a sesta".

"É inegável a vantagem da sesta e os efeitos positivos deste tempo de descanso nas crianças, na sua saúde e no seu processo de desenvolvimento e mesmo de ensino-aprendizagem", defendem os projetos de resolução.

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