Federação Académica de Lisboa defende regulação das propinas de mestrado

Exigem ainda a duplicação da oferta pública de alojamento estudantil e que as bolsas reflitam os custos reais da frequência no ensino superior.

A Federação Académica de Lisboa (FAL) vai apresentar aos partidos políticos dez propostas que querem ver concretizadas na próxima legislatura. Os estudantes defendem que se aumente a cotação do Orçamento do Estado para o ensino superior porque consideram que nesta área nunca se recuperou após a intervenção da troika.

Assim, a federação exige ainda a duplicação da oferta pública de alojamento estudantil e que as bolsas reflitam os custos reais da frequência no ensino superior. Francisco Maria Pereira, o presidente da FAL, defende também a eliminação até 2026 das propinas do 1.º ciclo e da regulação das propinas de mestrado, que em algumas faculdades atingem preços bastante elevados.

"Todos os outros países da União Europeia têm um teto definido. Em oito desses países paga-se menos de 100 euros anualmente para frequentar um mestrado e se formos olhar para a Europa são dez. Em muitos destes países pagam-se propinas de mestrado bem mais baixas do que em Portugal. Há mestrados na área das finanças que, em determinadas faculdades, ultrapassam os dez mil euros e noutras aproximam-se muito disso. A propina em Portugal tem de ser regulada", explicou à TSF Francisco Maria Pereira.

Para exigir a regulação das propinas dos mestrados, a Federação Académica de Lisboa lançou na segunda-feira uma petição que só nas primeiras horas já tem cerca de 600 assinaturas.

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