FNE e Fenprof desconvocam greve desta sexta-feira

Responsáveis assinalam que o chumbo do Orçamento do Estado e a dissolução da Assembleia da República abrem portas ao diálogo com um novo interlocutor.

A Federação Nacional da Educação (FNE) e a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciaram esta terça-feira que desconvocaram a greves nacional marcada para esta sexta-feira, 5 de novembro.

Em declarações à TSF, o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, dá conta de que as reivindicações dos professores mantêm-se, mas os professores vão agora esperar por um novo interlocutor por parte do Governo, num momento em que a Assembleia da República estará prestes a ser dissolvido.

"Decorre de o Orçamento do Estado ter sido reprovado", assinala o responsável, que realça que era precisamente no dia 5 de novembro que o ministro da Educação iria ao Parlamento defender as contas para a sua tutela.

Ainda assim, mantêm-se as reivindicações da FNE: "O financiamento para a Educação, o diálogo social e a valorização dos trabalhadores da educação", que querem ver espelhada no documento orçamental.

A FNE tinha convocado a greve nacional de professores e educadores para 5 de novembro, em articulação com a Fenprof e outros sindicatos do setor da Educação. Entre os motivos para as ações de protesto, a FNE referia a falta de negociação entre os sindicatos e o Ministério da Educação para discutir questões como a recuperação integral do tempo de serviço, a falta de professores e as condições de trabalho.

A greve prevista para o dia 12 de novembro, marcada em articulação com a Federação de Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP), também foi desconvocada.

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