Fenprof apresenta lista de 122 escolas com casos de Covid, contrariando a DGS

Segundo um mapa apresentado esta sexta-feira pela Fenprof, já se registaram casos entre alunos, docentes ou restantes trabalhadores escolares em 106 escolas públicas e 16 privadas.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) divulgou esta sexta-feira uma lista de 122 escolas onde já se registaram casos positivos de Covid-19, questionando os dados avançados pela Direção-Geral da Saúde (DGS) que apontavam para apenas 23 surtos.

Segundo um mapa apresentado esta sexta-feira pela Fenprof, já se registaram casos entre alunos, docentes ou restantes trabalhadores escolares em 106 escolas públicas e 16 privadas.

A maioria dos estabelecimentos "ainda tem casos ativos", ou seja, haverá pelo menos 61 surtos em escolas, segundo informação avançada esta sexta-feira pela Fenprof, que põe em causa os dados avançados pela Diretora-Geral da Saúde que, na quarta-feira, disse existirem 23 surtos.

A lista divulgada esta sexta-feira pela Fenprof apresenta escolas de Bragança a Vila Real de Santo António, passando pelo Porto, com sete escolas identificadas, Coimbra e Lisboa, ambas com seis, ou Mafra, com cinco estabelecimentos de ensino onde terão sido registados casos de Covid-19.

Em Braga, por exemplo, são listadas cinco escolas públicas e uma privada: E.B. Maria II, EB1 de São Mamede, Colégio Luso Internacional de Braga, EB de Lamaçães e a EB de Tenões.

"Nestes 122 estabelecimentos, a maioria ainda com casos ativos, o número de infetados é superior a um (1), pelo que se estranham as contas da DGS, que apenas identifica 23 surtos em escolas do país, pois parecem não respeitar o que dispõe o documento "Referencial para as escolas 2020"", alerta a Fenprof.

A federação voltou esta sexta-feira a pedir ao Ministério da Educação a lista de estabelecimentos em que já houve ou existem casos assim como os procedimentos que estão a ser ou foram adotados em cada um deles.

A estrutura sindical lembra que a tutela tem 10 dias para responder e que avançará para tribunal caso passe o prazo estipulado sem que o ministério tenha dado qualquer informação.

A Fenprof voltouesta sexta-feira a criticar a forma como as autoridades estão a lidar com a pandemia, lembrando que existem medidas distintas entre escolas mas que, por norma, a pessoa infetada é colocada em isolamento profilático. No entanto, "todos os que, com ela, partilharam espaços continuam a deslocar-se às escolas, sem que seja realizado qualquer teste".

Já na quinta-feira, o secretário-geral da Fenprof tinha lamentando o facto de se fazerem poucos testes de despistagem, recordando que os jovens são muitas vezes assintomáticos: "Quando surgem casos de Covid-19, a norma tem sido a não-realização de testes, pedindo-se, apenas, a que cada um esteja atento à eventualidade de serem desenvolvidos sintomas sugestivos de estar infetado".

A Fenprof lembra que mesmo quando os professores têm turmas a cumprir quarentena, estes "têm de se manter ao serviço sem realizarem qualquer teste".

A Fenprof volta por isso a exigir ao ministério que sejam adotados procedimentos padronizados em todos os concelhos do país e que sejam realizados testes sempre que surjam situações de Covid-19 nas escolas.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de