Férias e dúvidas levam muitas famílias a adiar vacina dos filhos

Confederação de pais fala numa questão de confiança nas vacinas, mas também de oportunidade num momento em que muitos estão fora da sua zona de residência.

Há muitas famílias que vão optar por não vacinar, para já, nos dois últimos fins de semana de agosto, os filhos com idades entre os 12 e os 15 anos.

A explicação é avançada à TSF pela Confederação Nacional das Associações de Pais e Encarregados de Educação (CONFAP), que recorda os receios que ainda existem sobre os efeitos das vacinas.

O presidente da CONFAP, Jorge Ascenção, detalha que os avanços e recuos na vacinação destes adolescentes levou muitas famílias a ficarem com dúvidas.

Apesar das garantias de segurança das autoridades de saúde "há, de facto, famílias que vão aguardar porque não sentem confiança para vacinar os filhos, pelo que é bom que este processo avance para quem está mais confiante, mas vai demorar algum tempo...", refere o representante dos pais.

"Faz parte do perfil de risco de cada um. Recordo o que aconteceu há uns meses no regresso ao ensino secundário em que houve famílias que preferiram esperar uns dias ou uma semana para deixar os filhos regressar às escolas", afirma o presidente da CONFAP.

Diretores esperam ano letivo mais calmo

Do lado dos diretores, o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, admite que existem pais que provavelmente têm receio em vacinar os filhos, apesar de defender que quanto mais população escolar for vacinada melhor será para que o ano letivo decorra de forma mais calma.

"A verdade é que a maioria dos encarregados de educação está preocupada com a saúde dos filhos e percebe que se os filhos estiverem protegidos com a vacinação provavelmente estarão mais protegidos na escola e não transportarão o vírus trazido da escola", refere o representante dos diretores.

O problema das férias

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais e Encarregados de Educação acrescenta que há ainda muitas famílias que não vão conseguir interromper as férias para vacinar os filhos nos dois últimos fins de semana de agosto, pelo que nestes casos vai ser preciso encontrar uma alternativa.

"Será um problema para as famílias que querem vacinar os filhos e que não podem porque não estão cá", diz Jorge Ascenção, que acredita, contudo, que quem lidera o processo de vacinação irá certamente encontrar uma solução alternativa tal como já aconteceu para outras faixas etárias.

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