Figueira da Foz não avança no desconfinamento. Restauração é vítima maior

Restaurantes a meio-gás, cafés fechados e esplanadas com meia dúzia de mesas. É este o cenário que se observa na Figueira da Foz e que se vai manter pelo menos nos próximos 15 dias.

A Figueira da Foz é um dos concelhos que se mantém na segunda fase do plano de desconfinamento a partir de segunda-feira. Entre as medidas que se mantêm, conta-se a manutenção do encerramento dos espaços interiores de cafés e restaurantes e a limitação de quatro pessoas por esplanada.

João Neto, um dos responsáveis pelo Café Pharmacia, considera que "a decisão era expectável" pelos números das últimas semanas. Com uma esplanada de apenas quatro meses, João Neto explica que "a mais valia é o espaço interior", pelo que a decisão afeta bastante o espaço.

Um pouco por toda a cidade, a restauração tenta resistir. No Picadeiro, Fernando Brites "contenta-se com pouco", mas acredita que poderá vir a precisar de ajuda e deixa um apelo a quem governa para prestar auxílio ao setor.

Alguns espaços não chegam a abrir esplanada. No Caçarola 2, a sala exterior é envidraçada e o proprietário Mário Esteves explica que não há condições para a abertura. No imediato o take-away vai funcionando, mas "as almofadas de suporte não estão a ser suficientes". Mário explica que os preparativos já estavam a ser feitos para a reabertura, pelo que a manutenção das medidas é "uma machadada na motivação".

Perante as dificuldades no setor, os empresários aguardam pela próxima avaliação do Governo, e esperam por um verão com o regresso do turismo internacional.

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