Fim de semana de botellón no Porto. Associação de bares pede maior ação policial

Representante dos bares garante que há menores entre os que bebem na rua e pede às forças policiais que façam cumprir a lei.

A zona histórica do Porto registou, durante este fim de semana, um ajuntamento que reuniu centenas de pessoas para beber e dançar na rua sem que fossem observadas as regras de distanciamento social e respeitados os horários de consumo de álcool.

O Jornal de Notícias escreve que as zonas com maior procura são as galerias de Paris e toda a zona envolvente dos jardins da Cordoaria e que as esplanadas estavam cheias, com música ao vivo e várias pessoas a dançar.

À TSF, o presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto, António Fonseca, garante que os ajuntamentos com muitos jovens a beber na rua acontecem "quase todos os dias" e há até um "dois em um", que explica.

"No meio destes jovens também temos menores de 15 e 16 anos", nota. "A maior parte dos bares até estão abertos, só que sem espaço de dança", algo que potenciou o fenómeno do botellón nas ruas da Invicta.

"No que verificamos que é proibido, as autoridades não estão a funcionar", critica António Fonseca, que adianta até que há quem leve o carro e sirva bebidas a partir dos mesmos: "Abrem as malas, mesmo com o impulso do botellón, e até tiram de lá umas caixinhas com garrafas de bebidas alcoólicas."

Com o início do ano letivo e o regresso do ensino superior, crescem os receios de António Fonseca. "Aquela zona ali, desde a Cordoaria até aos Poveiros, à quinta, sexta e sábado engrossa muito mais", nota, lembrando que os mais novos - os "caloiros" - vão também começar a aparecer pelas zonas "atrativas" da cidade.

Elencadas as dificuldades e expectativas, o presidente da associação de bares quer ver a polícia a levar a cabo uma intervenção mais firme, começando por "identificar os jovens e saber as idades".

António Fonseca aconselha também uma "ação pedagógica, quase diária, para levá-los a ver que estão a tomar uma atitude errada" e não esquece os bares que têm "contribuído para isso", criticando os "empresários sem escrúpulos que não olham a meios para ganhar dinheiro".

Para ilustrar a atuação da polícia, António Fonseca deixa uma história: "Há 15 dias, um empresário muito conhecido que fechou a sua casa chegou à beira de três ou quatro polícias, depois de cumprir a lei, e disse-lhes: 'Estão a ver ali, à vossa frente? Estão ali 300 a 400 pessoas e os senhores não fazem nada?' Os polícias disseram assim: 'Mas o que é que o senhor quer eu faça? Somos quatro, vamos lá fazer o quê?"

A história acaba com um "E pronto!" de António Fonseca. Ao JN, a PSP garante estar a fazer operações para dispersar os ajuntamentos, que também acontecem durante o dia na zona ribeirinha do Porto.

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