Fim do uso da máscara é "aceitável", mas pode ser "por pouco tempo", avisam médicos

Fim da obrigatoriedade do uso das máscaras nos transportes públicos e nas farmácias entrou em vigor este sábado.

O presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública aceita a decisão do Governo de pôr fim ao uso de máscara na maior parte dos espaços, mas alerta que a medida pode vir a recuar nos próximos meses, devido ao agravamento da pandemia. Gustavo Tato Borges aponta que, no que diz respeito às farmácias, o Ministério da Saúde deveria ter sido mais conservador.

"Aqui, a única questão poderia ser se as farmácias deviam ou não deveriam ser equiparadas a locais de prestação de saúde, até porque fazem, por exemplo, testes à Covid-19, e se o uso obrigatório não deveria ter sido mantido e, provavelmente, sim, deveria ter sido mantido", afirma Gustavo tato Borges, em declarações à TSF.

Apontando essa como a "situação menos vantajosa" deste alívio, o responsável diz ser "aceitável" que o Governo o faça nesta altura. "Os indicadores estão todos mais ou menos controlados e mostram alguma segurança".

No entanto, avisa: "este levantamento do uso obrigatório da máscara pode é ser por pouco tempo, possivelmente um mês e um mês e meio". Isto porque, "com o regresso das aulas, com o regresso ao trabalho, com a previsível próxima onda da Covid-19 em setembro/outubro, poderemos ter a necessidade de reintroduzir a máscara", antecipa.

Se isso acontecer, e se forem explicados os motivos, a maioria dos portugueses "irá compreender", acredita o presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública.

O fim da obrigatoriedade do uso de máscaras nos transportes públicos foi publicado em Diário da República na sexta-feira, entrando em vigor este sábado.

Sobre o reforço da vacina contra a Covid-19, que começa a 5 de setembro, o responsável concorda com a Direção-Geral de Saúde porque a vacinação é sempre uma mais-valia. A autoridade nacional de saúde defende que, não havendo vacinas adaptadas à variante Ómicron, devem ser administrados fármacos já existes e já autorizados.

A recomendação consta das linhas orientadoras para o outono-inverno já enviadas ao Ministério da Saúde, de acordo com o Público. Gustavo Tato Borges considera que o documento da autoridade nacional de saúde, que deixa um alerta para a falta de profissionais, apresenta algumas falhas, nomeadamente na questão da prescrição dos testes de despistagem da Covid-19.

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