FNAM junta-se à greve da função pública marcada para o final do mês

Sindicato Independente dos Médicos não adere formalmente a esta greve mas expressa a sua "solidariedade" para com a mesma.

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) é a mais recente organização a juntar-se à greve marcada para o dia 31 de janeiro e que já conta com a participação de todos os sindicatos da função pública.

À TSF, o presidente da FNAM, João Proença, explica que os médicos vão "aderir à greve geral da função pública como forma de protesto", para exigir "negociação e mudança de atitude do Governo em relação aos funcionários da Saúde, nomeadamente os médicos".

"Queremos negociar com o Governo, que não nos recebe, e mantém-se o nosso protesto pela resolução dos problemas que vem do anterior Governo em relação às horas extraordinárias, grelhas salariais, diminuição do número de utentes por médico de família, o problema das férias e a situação grave que agora se passa com o subsídio do risco", explica João Proença.

O representante dos médicos exige ainda a "discussão da promoção de eleições para os órgãos de direção técnica".

Da parte do Sindicato Independente dos Médicos, embora não exista uma adesão formal a esta greve, Roque da Cunha manifesta a "total solidariedade" do sindicato que dirige.

"Os médicos naturalmente podem e devem aderir a essa greve", sublinha.

Esta quinta-feira, a Frente Sindical liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), da UGT, convocou uma greve greve nacional da função pública para dia 31, convergindo com outras organizações sindicais contra a proposta de aumentos salariais de 0,3%.

A greve do STE coincide com o dia da manifestação nacional marcada, ainda em dezembro, pela estrutura da CGTP, a Frente Comum, para a qual foi emitido também um pré-aviso de greve para que os trabalhadores do Estado possam participar.

Também a Federação dos Sindicatos da Administração Público (Fesap), da UGT, marcou esta semana uma greve nacional na função pública para dia 31 contra a proposta de aumentos salariais de 0,3% e exigindo outras medidas.

Dias antes, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), afeta à CGTP, agendou uma paralisação de professores e educadores para dia 31.

Por seu turno, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros (FENSE) anunciou hoje uma greve nacional para o dia 31, para exigir o recomeço de negociações sobre o Acordo Coletivo de Trabalho.

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