Fogo com três frentes no distrito de Castelo Branco teve "propagação violentíssima"

Incêndio em Oleiros alastrou-se a Proença-a-Nova e Sertã durante a madrugada. Bombeiros falam em combate "extraordinariamente difícil".

Mais de 744 operacionais combatiam, pelas 09h45, o incêndio que começou no sábado em Oleiros, distrito de Castelo Branco, e se alastrou aos concelhos vizinhos de Proença-a-Nova e Sertã.

"O incêndio que teve uma propagação violentíssima desde o início e, apesar de termos registado que os trabalhos de combate estavam a correr muito favoravelmente, fruto de muitas projeções que aconteceram pela intensificação do vento, não foi possível na fase inicial dominar este incêndio", referiu, em conferência de imprensa, o comandante Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco, Luís Belo Costa.

O comandante admitiu que existem várias habitações na linha de fogo por esta ser uma zona com muitas aldeias dispersas o que, acrescentou, "têm trazido preocupação acrescida na sua defesa".

"Há habitações atingidas pelas chamas. Mas é cedo para fazer um levantamento. Durante a progressão do incêndio houve pessoas que foram deslocadas das suas habitações, mas a maioria já regressou às habitações", referiu.

Belo Costa considerou, em declarações transmitidas pelas televisões, que "ainda não é fácil prever em quanto tempo demorará a dominar [o incêndio] porque o trabalho é extraordinariamente difícil nesta área do território", vincando a "ambição de o conseguir o mais rapidamente possível".

Às 10:59 estavam no terreno estavam 744 operacionais apoiados por 232 veículos, 12 meios aéreos e

Pelas 11h00, segundo informação disponibilizada na página da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o combate às chamas envolvia 744 operacionais, auxiliados por 237 veículos, 12 meios aéreos e nove máquinas de rasto.

"Estamos neste momento a seguir uma estratégia de combate que aponta para tentar num intervalo de oportunidade que são escassas quatro horas, até mais ou menos ao meio dia, desenvolver esforços para travar todo o flanco esquerdo porque nessa hora o vento vai virar novamente no sentido de oeste/este", concluiu o comandante Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco.

O fumo intenso é o principal inimigo dos bombeiros, dificultando o combate das chamas com meios aéreos, diz à TSF o comandante Carlos Pereira, oficial de operações do Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Em declarações à TSF, o presidente da câmara de Oleiros, Fernando Jorge, garante que as casas na sua autarquia não foram atingidas pelas chamas, nem correm perigo. Apenas uma pessoa foi retirada "por estar muito ansiosa".

Já o presidente da câmara de Proença-a-Nova, João Lobo, diz que o fogo está a "evoluir com várias frentes" na sua localidade. As chamas ainda não estão controladas, mas nenhuma aldeia foi evacuada, diz.

O incêndio deflagrou às 15h31 de sábado em Oleiros e alastrou-se durante a noite aos concelhos vizinhos de Proença-a-Nova e Sertã.

Neste incêndio um bombeiro de 21 anos perdeu a vida quando seguia numa viatura que se despistou.

Há ainda a registar seis feridos, sendo quatro ligeiros (um civil e três bombeiros) e dois feridos graves.

Notícia atualizada às 11h33

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