Quase mil operacionais no terreno. Fogo de Proença-a-Nova sem frentes ativas

As chamas já terão consumido uma área muito próxima dos 15 mil hectares.

O fogo que começou no último domingo em Proença-a-Nova e que está a destruir uma vasta área florestal da Beira Baixa já não tem frentes ativas.

Na manhã desta terça-feira, o comandante Belo Costa, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil deu conta de que 90% do perímetro do fogo está já dominado.

"Os trabalhos decorrem muito favoravelmente. Eu diria que a situação está muito favorável. Ainda não podemos dar o incêndio como dominado, porque ainda temos pequenos pontos quentes que carecem de uma atenção e de um trabalho muito dedicado, que não nos permitem ainda dar a situação como incêndio dominado", afirmou.

O responsável explicou que "não há propriamente nenhuma frente com as chamas ativas".

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) contava dominar o incêndio que alastrou aos concelhos de Oleiros e Castelo Branco durante a madrugada, mas não conseguiu.

O presidente da câmara de Oleiros, Fernando Jorge, dá uma explicação simples: já não há mais nada para arder.

"O concelho está todo negro, todo preto. É desolador", lamenta o autarca. "Em 24 horas passou do verde ao preto, foi pintado de preto."

Quase mil operacionais combatem, esta terça-feira, o fogo que chegou a ter três frentes de fogo durante toda a madrugada.

"Vai ser um dia de intenso trabalho, nestes pontos quentes muito fragmentados em todo o perímetro de incêndio, sendo que os setores que ficaram em condições mais favoráveis e onde ainda estão a ser feitos trabalhos de consolidação e de extinção são os setores mais a norte do incêndio, todos eles no concelho de Oleiros", vaticina.

No encontro com os jornalistas, o responsável disse ainda esperar que, "lá mais para o final do dia, início da noite", o fogo possa "chegar à situação de dominado".

"Estamos numa situação extraordinariamente favorável, estamos com a situação muito controlada. Não esperamos vir a ter surpresas relativamente a eventuais progressões mais violentas, mas, ainda assim, não temos todo o perímetro, como desejaríamos, completamente extinto", concluiu.

O incêndio deflagrou às 19h11 de domingo na localidade Conqueiros, concelho de Proença-a-Nova, e alastrou aos concelhos de Castelo Branco e Oleiros.

É em Oleiros que a situação mais preocupa, tendo na segunda-feira sido retiradas 33 pessoas de povoações do concelho que estavam ameaçadas pelas chamas e por precaução.

Notícia atualizada às 11h31

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