Fogo em Ourém já está em fase de resolução. Autarca teme reacendimentos

Comandante dos bombeiros de Vila Nova da Barquinha ao serviço no CDOS de Santarém explicou que este incêndio "está em resolução desde as 09h45".

O incêndio que lavra no concelho de Ourém já está em fase de resolução, confirmou este sábado fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém, adiantando que o dispositivo vai continuar no local face a possíveis reativações.

Em declarações à Lusa, Jorge Gama, comandante dos bombeiros de Vila Nova da Barquinha ao serviço no CDOS de Santarém, explicou que este incêndio "está em resolução desde as 09:45", concentrando ainda no perímetro 678 operacionais, 210 veículos e seis meios aéreos.

"Mantém-se o dispositivo todo no local. Estamos com atenção aos pontos quentes e esperamos que não haja reativações, que é uma preocupação", referiu o responsável, alertando: "O rescaldo vai ser demorado. Com o aumento da temperatura e o vento, a humidade vai baixar bastante e pode haver alguma reativação".

De acordo com a mesma fonte, nas últimas horas já não houve mais retiradas de pessoas das respetivas habitações ou necessidade de assistência médica a cidadãos. Pelo menos 50 pessoas tinham sido retiradas de casa, por precaução, devido ao incêndio, disse à Lusa esta sexta-feira o presidente Câmara de Ourém, Luís Albuquerque.

Um aviário foi destruído por este fogo, provocando um prejuízo de cerca de um milhão de euros, revelou fonte da empresa situada em Resouro, na freguesia de Urqueira.

Autarca de Ourém ainda não está descansado

Apesar de o fogo já estar em resolução, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Almeida, ainda não está descansado. O autarca não esconde que teme novos reacendimentos.

"Descansados nunca estamos quando temos um território como o nosso, com uma grande mancha florestal, muitas casas dentro dessa floresta, meios que não existem, mas obviamente que a situação agora é muito melhor do que era ontem. As condições climatéricas também ajudaram e as máquinas de arrasto fizeram um grande trabalho. Nesta altura o incêndio está todo em fase de resolução, os meios continuam no terreno, incluindo os aéreos. O calor é muito e há algum receio", desabafa à TSF Luís Almeida.

No terreno há, nesta altura, aviões e helicópteros para evitar reacendimentos. Luís Almeida avisa que ainda é cedo para avaliar os prejuízos causados pelo fogo, mas teme que sejam elevados.

"O maior dos prejuízos é num aviário. Um dos pavilhões foi apanhado pelas chamas, representando obviamente um prejuízo enorme para o proprietário. Temos dúvidas em relação a uma primeira habitação que talvez tenha sido danificada, mas não temos ainda certezas sobre essa situação", acrescentou o presidente da Câmara de Ourém.

O ministro da Administração Interna anunciou, na sexta-feira, que o território continental vai estar em situação de alerta entre 21 e 23 de agosto devido ao risco de incêndios.

José Luís Carneiro explicou também que a determinação da situação de alerta durante este período pressupõe "especiais limitações quanto ao uso do fogo, ao uso de máquinas e ao uso de trabalhos agrícolas, bem como no que diz respeito ao acesso aos espaços florestais", sublinhando que a utilização do fogo é apontada como causa em 54% das ocorrências, aos quais se juntam outros 10% de causas diversas.

Notícia atualizada às 15h03

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