Fogo no Gerês combatido a pé e com ferramentas manuais. Nevoeiro impede meios aéreos

O estado do tempo não permite que os meios aéreos possam começar o combate ao incêndio.

O incêndio que deflagrou na madrugada de sábado em Lindoso, concelho de Ponte da Barca, está a ser combatido por 87 operacionais e esperavam-se meios aéreos, mas as neblinas e o nevoeiro nos vales do Gerês impediram que começassem a trabalhar.

Paulo Santos, comandante da Autoridade Nacional de Proteção Civil, explica na TSF que o incêndio se está a desenvolver a uma "altitude de 800 metros, uma zona remota do país", em que "não existem caminhos, [nem] forma de os meios terrestres". Assim, o combate está a ser feito com equipas apeadas e com recurso a ferramentas manuais, tanto em Portugal como em Espanha.

O comandante lembra que "nem só com água se apaga um incêndio" e revela que estão a ser usadas "pás, enxadas e motosserras, algo que permita criar uma barreira com uma descontinuidade de combustível entre o que está a arder e a zona verde".

"É um trabalho que vai ter de ser feito minuciosamente e com meios aéreos quando puderem estar no teatro de operações", realçou o responsável, apelando à necessidade desse "trabalho complementar".

O incêndio estava pelas 05h20 a ser combatido por 87 operacionais, apoiados por 27 viaturas.

No sábado, um piloto português morreu e outro piloto espanhol ficou gravemente ferido quando o avião Canadair português em que seguiam se despenhou em território espanhol, a cerca de dois quilómetros da fronteira, quando combatia um incêndio na zona do Lindoso, Ponte da Barca, no Gerês.

O Ministério da Administração Interna determinou à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a abertura de um inquérito ao incêndio, que deflagrou no Parque Nacional da Peneda-Gerês, disse à agência Lusa fonte oficial.

Devido ao facto de o acidente com o avião ter acontecido em território de Espanha, fonte do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) explicou à Lusa que são as autoridades espanholas que têm a responsabilidade e a competência para desenvolver a investigação.

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