Fogo que deflagrou no sábado na Guarda dado como dominado

No terreno estão mais de 400 operacionais apoiados por 121 viaturas.

O incêndio que deflagrou na tarde de sábado no concelho da Guarda foi dado como dominado às 07h19 deste domingo, de acordo com fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda.

"Foi dado como dominado, agora as equipas dos bombeiros vão-se manter no local, com a vigilância muito apertada, para evitar qualquer reacendimento que é normal que surja", disse, por seu turno, à Lusa o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa.

Para o autarca "é fundamental" ter "muitas equipas no local" devido aos reacendimentos e também "por causa dos ventos".

"Ontem [sábado] quando começou o incêndio, pouco antes, o vento estava a começar a soprar com intensidade, por isso é que aconteceu o que aconteceu. Hoje a previsão é muito mais reduzida, mas já sabemos que nestas coisas, de vez em quando, as previsões também falham, por isso é importante ter muita gente no local sempre pronta para atacar qualquer reacendimento", frisou.

O comandante dos bombeiros da Guarda, António Pereira, adiantou à Lusa que "foi uma noite de muito trabalho, árduo, mas agora, principalmente no flanco direito, na direção de Mizarela, uma zona de muitas escarpas e difícil acesso, há o apoio dos meios aéreos para ajudar a eliminar os pontos quentes".

De acordo com informação disponível no 'site' da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o incêndio, que deflagrou em Mizarela, pelas 15h36, teve duas frentes ativas: uma para Mizarela e a outra para Vila Cortês e está a ser combatido por 420 operacionais apoiados por 121 viaturas e dois meios aéreos.

O alerta em Aldeia Viçosa foi dado pelas 15h36 de sábado e, quase de imediato, foram evacuadas a praia fluvial de Aldeia Viçosa e a povoação de Soida.

O incêndio levou também à retirada de um grupo de campistas de 60 pessoas do parque de campismo de Mizarela que foram levados para a Guarda.

A TSF contactou o Comando Distrital de Operações de Socorro da Guarda, que remeteu qualquer informação para a página da Proteção Civil.

No sábado à noite, o autarca Sérgio Costa disse estar convicto de que se tratou de um ato criminoso e deixou um aviso: se nada for feito, há o risco de as populações começarem a fazer justiça pelas próprias mãos.

"Se uma pessoa é considerada um pirómano, ou se as pessoas têm a certeza disso, pode acontecer à maneira antiga, e é preciso ter muita cautela com isso", afirmou, em declarações à TSF, sublinhando a necessidade de "mais meios para vigilância aos pirómanos".

"Não sei de que maneira isso vai ser feito, não há nenhuma varinha de condão, mas que as autoridades têm que tomar conta desta ocorrência, é isso que tem de ser feito."

Este incêndio na Guarda afetou armazéns agrícolas. Houve também uma pessoa que teve de ser levada para o hospital devido à inalação de fumos. Sérgio Costa conta que o transporte ficou a cargo dos bombeiros, depois de não ter chegado qualquer ambulância do INEM.

"Um ferido entrou em paragem cardíaca devido a inalação de fumos. Os bombeiros no local pediram, via CODU, a evacuação imediata e prioritária da pessoa, estiveram mais de meia hora ao telefone e não apareceu a VMER", adianta, acrescentando que "isto não pode acontecer".

Contactado pela TSF, o INEM afirma que, neste caso, não existiu critérios para que fosse acionada a VMER. O INEM esclarece que "não se confirma que tivesse sido transmitido ao CODU que a vítima se encontrava em paragem cardiorrespiratória, não existindo critério para acionamento de um meio de Suporte Avançado de Vida, como é o caso da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER)".

"A atuação do INEM foi a correta, tendo as decisões do CODU sido tomadas em função da avaliação realizada pelas equipas de socorro pré-hospitalar que assistiram a vítima no local", lê-se na resposta do INEM enviada à TSF.

* Notícia atualizada às 10h01

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