Fórmula 1 sem público? Algarve está surpreendido

As entidades da região lembram que continuam a trabalhar com o governo e a DGS para que o evento tenha assistência.

"Foi com surpresa que vimos hoje na comunicação social a divulgação de um alegado impedimento da presença de público no Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, que se vai realizar no Algarve no dia 2 de maio". É desta forma que começa o comunicado conjunto do Turismo do Algarve, da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e das associações empresariais NERA, AHISA e AHETA.

"Não recebemos qualquer comunicação oficial do Governo quanto a uma decisão sobre a presença de público na F1", adiantam. "Nem quero acreditar que possa ser verdade, não tem lógica", diz o presidente da AMAL. António Miguel Pina lembra que a organização do evento e o Turismo do Algarve têm estado sempre a trabalhar com o Governo, com as autoridades de saúde e as forças policiais para preparar tudo e até hoje ninguém lhes comunicou que o circuito da Fórmula 1 iria ter as bancadas vazias.

O autarca lembra que no ano passado, mesmo com menos restrições, a corrida não fez disseminar a pandemia: "De acordo com as informações que recebemos só houve um caso de 4 amigos que vieram ver a corrida na mesma viatura e que ficaram infetados". "Esse é que foi o efeito da "pandemia" da F1", ironiza.

O presidente da Entidade Regional de Turismo (ERTA) lembra que os dois prémios anteriores, em Itália e e Espanha, vão ter público. "As medidas que estão a ser preparadas [para o Algarve] são substancialmente mais exigentes do que para Ímola, a 18 de Abril e para Barcelona, a 9 de Maio", garante. E estes dois grandes prémios, "em cidades com uma situação epidemiológica substancialmente pior vão ter público", lamenta.

João Fernandes considera que, caso se confirme a realização da Fórmula 1 sem público, a machadada para a economia do Algarve e do País será muito grande, visto que no ano passado se estima que a iniciativa tenha trazido um impacto de 30 milhões de euros para a economia da região.

Por esse motivo, os autarcas, o setor do turismo e os empresários aguardam confirmação oficial do Governo e esperam que tudo não passe de especulações.

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