Frio e chuva não demove empresários em greve de fome junto ao Parlamento

À TSF, o chefe Ljubomir Stanisic garante que ficam até o Governo se sentar à mesa para discutir medidas urgentes para o setor que é um dos mais atingidos pela crise.

Os nove proprietários de bares, restaurantes e discotecas que estão em greve de fome desde sexta-feira, em frente à Assembleia da República, preparam-se para enfrentar uma noite fria nas tendas montadas em São Bento. Os empresários querem ser ouvidos pelo Governo e prometem não abandonar o local enquanto não houver respostas por parte do Executivo.

Em declarações à TSF, o chefe Ljubomir Stanisic, um dos proprietários que está no local, garante que, enquanto houver saúde, vão resistir. "Esperamos que haja um respeito democrático. Se não há respeito pela resposta a uma reunião, isso clara declaração de falha para com o povo português. Estou com esperança que sejamos ouvidos", disse.

Para já, é só isso que os empresários pedem, com o objetivo de discutir com o Governo saídas para a crise que enfrentam por causa da pandemia."Nós simplesmente queremos conversar sobre medidas que possam melhorar o nosso funcionamento. [Encerrar restaurantes] ao fim de semana não faz sentido nenhum quando durante a semana há autocarros cheios", considera.

Ao fim de três dias de protesto, Ljubomir confessa "cansaço e conta que o que tem valido é o carinho que têm recebido. "Temos recebido muito apoio da população portuguesa, vêm de fora. Acabaram de nos trazer mantas quentinhas de uma marca tradicional portuguesa. Têm-nos trazido água e chá que é a única coisa que consumimos", revelando que vão ter um miniconcerto de um grupo de fadistas. Quanto ao recolher obrigatório, Ljubomir responder: "Estamos recolhidos nas tendas."

Os empresários de bares, discotecas e restaurantes prometem ficar na rua ao pé do Parlamento até que o Governo lhes responda.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de