Frio e infiltrações. Obras no Conservatório avançaram, mas instalações repetem falhas

Durante as obras de requalificação, os alunos das Escolas Artísticas de Música e Dança do Conservatório foram deslocados para a Escola Secundária Marquês de Pombal, em Lisboa. Direção garante que o espaço não tem condições.

"À espera de dias melhores." As palavras são da diretora do Conservatório Nacional, Lilian Kopke, no dia em que passam seis meses do início das obras de requalificação do edifício centenário. Um investimento de cerca de 10 milhões de euros e que deve estar concluído dentro de um ano.

As obras avançaram depois de anos de luta de estudantes e professores. Em 2014, chegou a cair parte do teto de uma das salas devido às infiltrações de água. A diretora afirma que, apesar do início dos trabalhos, há muitas dúvidas relativamente ao projeto.

"Numa escola de música, a acústica é tudo e aqui há salas configuradas com teto em triângulo - isso não é bom para os músicos. Ou o elevador, que tem de ser de carga, faz muito barulho e, quando passa, se não tiver uma barreira protetora de som, vai provocar muito ruído", exemplifica Lilian Kopke.

"Desde julho que pedimos reunião à Parque Escolar e aguardamos a reunião com a equipa que fez o projeto. Dizem-nos que houve mudanças na direção e que temos que aguardar", queixa-se a diretora do conservatório. "Queremos agir antes que a obra esteja concluída, agora ainda há tempo."

Durante as obras de requalificação, os alunos das Escolas Artísticas de Música e Dança do Conservatório foram deslocados para a Escola Secundária Marquês de Pombal, em Lisboa. Lilian Kopke afirma que o espaço não tem condições, com salas frias sem isolamento térmico e casas de banho que não podem ser usadas devido a problemas de canalização. O conservatório tem financiado obras de melhoria do espaço, mas está a chegar a uma situação limite.

"Pagamos as obras com as verbas que recebemos para outras coisas. Vamos arranjando o teto de uma sala, o entupimento de uma casa de banho, portas que não fecham. Mas, uma vez que se preveem cortes no nosso orçamento, a partir deste mês já não podemos fazer nada, nem comprar um aquecedor. Não sei como é que esta situação vai ser resolvida", lamenta.

No início do ano, a associação de pais do Conservatório Nacional lançou uma petição dirigida ao primeiro-ministro e ao ministro da Educação a pedir uma intervenção de máximas urgências nas instalações provisórias da Escola Secundária Marquês de Pombal. Se as obras de requalificação do edifício do Conservatório Nacional cumprirem o prazo previsto, os alunos vão ficar pelo menos mais um ano nestas instalações provisórias.

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