Funcionários do SEF, Finanças e Segurança Social detidos em megaoperação da PJ

Organização fraudulenta foi desmantelada esta manhã numa operação com 240 inspetores da PJ no terreno.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve mais de 20 membros de uma associação nas estruturas do Estado que se dedicava a viabilizar a legalização de imigrantes a troco de subornos.

Entre os detidos na designada Operação "Rota do Cabo" há dois funcionários da Autoridade Tributária, dois da Segurança Social, uma inspetora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e três advogados, avança a TVI24.

São suspeitos "da prática dos crimes de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, de casamento por conveniência, de falsificação de documentos, de abuso de poder, de corrupção ativa e passiva, de branqueamento, de falsidade informática e acesso indevido".

Através dos respetivos sistemas informáticos, os suspeitos eram capazes de manipular e falsear informações sobre contratos de trabalho fictícios para aquisição de títulos de Autorização de Residência. Uma vez considerados legais no país, os imigrantes tinham muitas vezes como destino a escravatura laboral ou sexual em Portugal ou noutros países do espaço Schengen.

Foram visados milhares de migrantes provenientes de diversos países da Ásia Meridional e África, revela a PJ em comunicado enviado às redações.

Há ainda mais de uma dezena de detidos, com idades compreendidas entre os 28 e os 64 anos, por ligações a este esquema que operava há vários anos, suspeitos de fomentar a vinda para Portugal de novos imigrantes com promessas de trabalho e legalização garantida.

Este é o culminar de uma investigação com mais de três anos da Unidade Nacional de contraterrorismo da PJ. No terreno estiveram esta manhã 240 inspetores da PJ no terreno, que fizeram ainda buscas domiciliárias, em escritórios de advogados e na Autoridade Tributária e na Segurança Social.

Os detidos serão presentes a um juiz esta quarta-feira para primeiro interrogatório judicial tendo em vista a aplicação das respetivas medidas de coação.

A PJ destaca "a melhor colaboração institucional por parte destes Serviços do Estado" e também o Instituto da Segurança Social garantiu em comunicado que "tem vindo a prestar toda a colaboração à Polícia Judiciária, mantendo uma articulação permanente com as autoridades policiais".

Já o SEF revela em comunicado que "a funcionária detida no âmbito da operação havia já sido constituída arguida no âmbito de um processo crime instaurado pelo SEF e alvo de um processo disciplinar comum, devido aos fortes indícios da prática dos crimes de corrupção passiva, abuso de poder e falsificação de documentos".

Notícia atualizada às 12h37

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