Ginásio recuperou clientes em Moura mas passo atrás deu cabo do negócio

A população de Moura está indignada com o retrocesso no confinamento, que obriga o concelho do Baixo Alentejo a fechar vários estabelecimentos a partir de segunda-feira. Os 17 casos ativos impedem ainda a população de sair do concelho. Os empresários deitam contas à vida.

Quando as corridas sobre as passadeiras do ginásio já estavam a conquistar clientes, eis que Moura se obrigada a recuar, regressando à primeira fase do confinamento, perante a desilusão e incerteza do proprietário do Impacto Gym.

"Viemos de um período de confinamento. Em 15 dias preparámos tudo, abrimos o ginásio, recuperámos clientes e acabamos por ter que dar um passo grande atrás. Isto é um produto diferente dos outros, porque é consumido ao longo do mês", lamentava António Infante, revelando que as campanhas lançadas nas últimas semanas até permitiram chegar aos 120 clientes.

Porém, com o regresso do confinamento à primeira fase o proprietário do ginásio nem sabe como vai gerir a contabilidade. "Só esta semana tivemos cerca de 20 inscrições, o que é bom num meio pequeno como o nosso. Eram pessoas que estavam com vontade de regressar e que agora vão ter que dar um passo atrás", justificava, admitindo que a nível de contabilidade se debate com "uma confusão", ficando sem saber se deve "fazer desconto ou devolver o dinheiro" aos clientes que já pagaram as respetivas mensalidades.

O fisioterapeuta Rui Eusébio, que também vê a sua atividade afetada, fala numa medida injusta, alegando que o concelho "tem apenas 17 casos ativos, todos controlados. Eu sou de saúde, tenho um espaço aberto de saúde e tenho que saber o que se passa no meu concelho. Estarmos a fechar tudo não acho que seja a medida mais justa", refere.

Dois exemplos da desilusão que esta manhã era transversal aos empresários de Moura, onde em pleno centro da cidade Nuno Barata ia servindo as cinco mesas da esplanada da Taberna Pais, enquanto dava expressão à sua revolta por ter que regressar a casa a partir de segunda-feira.

"Vou fechar, porque só vendo bebidas alcoólicas e sumos e isso não se vende ao postigo. Não vou ficar aqui a vender água e cafés, porque as pessoas não podem beber bebidas alcoólicas na via pública sem ser na esplanada", lamentava.

E como tenciona Florinda, proprietária de um pronto a vestir, encarar estas duas semanas com o regresso das vendas ao postigo? "É melhor do que estar fechado, mas é complicado porque há certas pessoas que pensam que estamos fechados", diz, assumindo que o negócio se complica ainda mais quando estão em causa artigos que os clientes querem experimentar antes de efetivarem a compra.

Nos últimos três dias o concelho de Moura realizou 250 testes na Cruz Vermelha tendo dado todos negativos, o que é encarado pelos habitantes como um sinal de esperança.

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