GNR a cavalo vigia Serra do Caldeirão

Diariamente os militares patrulham uma área entre duas freguesias rurais para prevenir eventuais incêndios.

O terreno é íngreme e rodeado de vegetação. Os dois militares preparam os cavalos. Estão prestes a começar a patrulha diária numa zona entre duas freguesias do interior: Salir e Ameixial, no concelho de Loulé.

As equipas, que se vão revezando semanalmente, estão posicionadas no sítio de Vale Maria Dias e, por percursos diferentes, percorrem cerca de 10 quilómetros a cavalo por montes e vales.

"Este é o Martíni e a do meu camarada é uma égua, a Lacaia". O agente Nuno Ferreira faz as apresentações." São cavalos jovens, que ainda estão numa fase de aprendizagem do patrulhamento, mas são bons", assegura.

O objetivo desta iniciativa conjunta com a câmara municipal de Loulé é realizar "um patrulhamento de dissuasão de atos ou práticas criminosas relacionadas com os incêndios".

O capitão Daniel Ferreira do destacamento de Loulé da GNR lembra que os militares fazem também o trabalho de sensibilização para comportamentos de risco da população e policiamento de proximidade junto de pessoas mais idosas e que vivem isoladas.

Diariamente andam a cavalo por vários locais onde seria difícil chegar de carro. "Andam pelas zonas mais suscetíveis de existirem focos de incêndio e onde podem ter maior visibilidade de toda a Serra do Caldeirão", garante o capitão.

No alto dos cerros, apenas com o som das cigarras em fundo, o olhar alcança uma barragem e toda a zona em redor. Permite perceber o que está a acontecer no momento e a presença dos militares tem tido um efeito dissuasor: de 12 pequenos incêndios rurais ocorridos o ano passado desde janeiro até agosto, registaram-se no mesmo período este ano apenas sete.

Para que GNR esteja neste local pré-posicionada, a câmara municipal de Loulé recuperou um edifício situado junto à Estrada Nacional 2 onde viviam os antigos cantoneiros. Agora residem ali os militares da Guarda Nacional Republicana durante o verão". A ideia é que a GNR volte para este espaço todos os anos", garante Matos Lima. O coordenador municipal de Proteção Civil de Loulé assegura que existe o " casamento perfeito", entre a autarquia e a GNR. Uma iniciativa que a Guarda Nacional Republicana gostaria de ver replicada noutros municípios.

Os militares farão o patrulhamento da serra do Caldeirão até final de setembro, uma situação que se pode prolongar, caso as condições meteorológicas assim o exijam

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