Gouveia e Melo devolve tartaruga ao mar

O animal tinha sido capturado nas redes de um pescador e foi reabilitado no Zoomarine. A cerimónia simbólica marcou o início das comemorações do Dia da Marinha, em Faro.

Com alguma ondulação e alguns enjoos pelo meio, a lancha da marinha navegou até às 10 milhas náuticas ao largo de Faro para devolver uma tartaruga ao mar. O animal foi encontrado há cerca de dois meses quase sem vida, numas redes de pesca.

"O nosso maior receio era o de que ela desenvolvesse uma pneumonia por aspiração", afirma Antonieta Nunes, enfermeira veterinária do Centro de Reabilitação do Zoomarine. Esta técnica explica que, nestes casos, essa pneumonia surge porque entra água para os pulmões do animal, que não consegue expeli-la. No entanto, não foi isso que aconteceu, apesar de a tartaruga ter chegado muito debilitada, com anemia e parasitas. "Reagiu bastante bem e, portanto, está a ser devolvida ao mar", acrescenta.

Dois meses depois a "Tortuga", como lhe chamaram no Zoomarine, estava longe de imaginar que iria ser devolvida ao mar pelo chefe do Estado-Maior da Armada. O almirante Gouveia e Melo considerou a iniciativa "um prazer e um gesto simbólico que tem muito significado".

"Já é a segunda tartaruga que devolvo ao mar", conta. "Quando era comandante das operações navais, fui também convidado para devolver uma tartaruga ao mar, aqui na região".

Esta viagem ao largo de Faro foi a primeira iniciativa a marcar as comemorações do Dia da Marinha, que, este ano, se desenrolam nesta cidade. Depois de dois anos sem se realizarem as cerimónias, o almirante Gouveia e Melo considera que o seu regresso tem muito significado. "Com a pandemia tivemos que mudar muito as nossas vidas e poder voltar a voltar a fazer um dia da Marinha tradicional, com a população, é uma coisa única."

As cerimónias desenrolam-se até ao próximo domingo, altura em que decorrerão as cerimónias oficiais com uma parada com 400 militares da marinha.

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