Gouveia e Melo garante que Governo "contará com os militares" se precisar de nova task force

Atual Chefe do Estado-Maior da Armada comentou também a guerra na Ucrânia e disse que Portugal tem uma posição estratégica no conflito.

O almirante Gouveia e Melo afirmou que, se for necessário criar uma nova task force para organizar o combate à Covid-19, os militares estão disponíveis. O homem que liderou o grupo que coordenou a implementação da vacinação no terreno considera que o Ministério da Saúde já tem as competências necessárias para resolver as situações que surgirem na pandemia mas sublinha que, se for preciso criar outra task force, os militares não recusarão essa tarefa.

"Essa pergunta tem de fazer ao Ministério da Saúde. Se houver necessidade de fazer uma task force e essa task force tiver de contar com os militares, naturalmente contará com os militares. Julgo que depois de todo o processo que aconteceu, já há conhecimento suficiente e estruturas para que o Ministério da Saúde conseguir fazer esse trabalho de forma capaz e eficiente", explicou à TSF Gouveia e Melo, no arranque das comemorações do Dia da Marinha, em Faro.

Sobre a guerra na Ucrânia, o atual Chefe do Estado-Maior da Armada disse que Portugal tem uma posição estratégica no conflito e lembrou que a NATO tem um dos seus pontos geoestratégicos no Atlântico Norte, uma "autoestrada", com uma "rotunda portuguesa".

"O conflito na Ucrânia vai definir uma nova era geopolítica e geoestratégica. Vai haver uma era após a invasão da Ucrânia, tal como houve uma era antes da queda do muro de Berlim e após a queda do muro. Havia uma tendência para uma globalização em que o liberalismo e a economia uniam e evitavam conflitos. Voltámos à geoestratégia antiga em que isso não foi suficiente para que não voltasse a haver um conflito num espaço tão importante como o espaço europeu", acrescentou o almirante.

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