Gouveia e Melo passou a ter proteção da PSP após ser insultado por negacionistas

A 14 de agosto, o coordenador da task force para a vacinação foi recebido, em Odivelas, com insultos, gritos e uma manifestação por parte de negacionistas.

O vice-almirante Gouveia e Melo recebe agora proteção do corpo de segurança da Polícia de Segurança Pública (PSP), depois de ter sido insultado com alvoroço e insultos por parte de manifestantes negacionistas em Odivelas. A notícia é avançada pela TVI24.

Na altura, Gouveia e Melo afirmou que não estava assustado e que "o perigo faz parte" da sua missão.

O Presidente da República, o primeiro-ministro ou testemunhas de processos judiciais de relevo, bem como juízes, são algumas das personalidades que recebem proteção da subunidade da Unidade Especial da Polícia.

No passado dia 14 de agosto, Gouveia e Melo foi recebido por algumas dezenas de manifestantes anti-vacinação, que gritavam "assassino", com o responsável da task force da vacinação a considerar que "o obscurantismo no século XXI continua".

O relógio batia as 22h15 quando o vice-almirante entrou pela porta principal do Pavilhão Multiusos de Odivelas, onde estavam a ser vacinados jovens de 16 e 17 anos contra a Covid-19, por entre protestos do movimento anti-vacinação, cujas palavras de ordem eram bem audíveis mesmo com as portas fechadas.

"Chamam-me assassino, o que quer que eu lhe diga?"

Questionado pelos jornalistas sobre o que é que os manifestantes lhe tinham dito quando entrou, o vice-almirante afirmou: "Olhe, o que estão a dizer agora, genocídio e assassínio, chamam-me assassino, o que quer que eu lhe diga?"

O responsável da task force salientou que a "única coisa" que tinha a dizer aos manifestantes era que "o obscurantismo no século XXI continua, há ondas de obscurantismo".

É claro, disse, que as pessoas "têm direito às suas opiniões", mas "não têm é o direito a impor a sua opinião aos outros".

E, quando essa "opinião é imposta já de forma violenta, deixa de ser democracia, portanto têm direito à sua opinião, têm direito a falar uns com os outros, não têm direito a empurrar, não têm direito a condicionar as pessoas e, por isso, é que eu entrei ali pela porta principal", sublinhou.

Os manifestantes anti-vacinação tinham começado a reunir-se em frente à porta principal do Centro de Vacinação de Odivelas cerca das 21h00. Alguns mascarados com fatos brancos e outros sem máscara e sem cumprirem o distanciamento social, exibiam uma longa faixa que dizia: "As crianças não são cobaias."

O responsável da task-force visitou o Centro de Vacinação e falou com alguns jovens. Já na área de recobro, confessou que ver jovens a furar a manifestação "para serem vacinados" era "dos momentos mais inspiradores" que tinha neste processo de vacinação.

À saída, o vice-almirante saiu por onde entrou, pela porta principal, por entre gritos de manifestantes a chamarem-no assassino repetidamente, ladeado pela PSP.

LEIA TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de