Governo apela para vacinação de crianças. "Sabemos hoje que eram completamente infundadas as dúvidas"

Augusto Santos Silva considerou que "a adesão das famílias [à vacinação] foi bastante razoável" no primeiro fim de semana destinado ao grupo etário das crianças, e pediu às pessoas que mantenham o "comportamento de adesão massiva".

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, apelou esta quarta-feira para a vacinação das crianças contra a Covid-19, defendendo que as dúvidas das famílias sobre eventuais efeitos negativos eram "completamente infundadas".

Durante a conferência de imprensa no final da reunião desta quarta-feira do Conselho de Ministros, Augusto Santos Silva voltou a apelar para a vacinação de adultos e crianças, sublinhando que "a vacinação é a melhor arma contra a pandemia".

O ministro de Estado lembrou os estudos que indicam que "a nova variante é muito mais transmissível, mas também produz efeitos muito menos severos" e por isso pediu às pessoas que mantenham o "comportamento de adesão massiva à vacinação" e às regras não farmacológicas, como o uso de máscara ou o distanciamento.

A vacinação das crianças entre os cinco e os 11 anos começou no início do mês e, segundo o calendário anunciado, vai prolongar-se até janeiro para a toma da primeira dose.

Santos Silva considerou esta quarta-feira que "a adesão das famílias foi bastante razoável" no primeiro fim de semana de vacinação deste grupo etário, tendo em conta que havia muitas famílias com dúvidas quanto às vantagens de vacinar os mais novos.

"Sabemos hoje que eram completamente infundadas as dúvidas sobre eventuais efeitos negativos nos nossos filhos ou netos", afirmou, desejando que "a vacinação progrida de forma a proteger esta faixa etária".

Sobre a redução do tempo de isolamento profilático de 10 para 5 dias, Santos Silva explicou que essa é uma decisão técnica que cabe às autoridades de saúde e não uma decisão política.

O ministro também não adiantou informações quanto à possibilidade de o segundo período do ano letivo, que irá começar apenas a 10 de janeiro devido à situação pandémica, poder ser novamente adiado ou começar com ensino à distância, tendo em conta as previsões de aumento de casos diários de infeção.

Segundo estimativas avançadas na terça-feira pela ministra Marta Temido, em 7 de janeiro, Portugal poderá ter 37 mil novos casos diários de Covid-19.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

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