Governo avança com obras no Metro de Lisboa e argumenta com crise da Covid-19

Ministro contraria aquilo que diz ser, usando argumentos do Presidente, uma recomendação do Parlamento.

O Governo diz que o projeto da linha circular é mesmo para avançar e um dos argumentos é a crise económica provocada pela Covid-19.

Depois da decisão do Parlamento de suspender o projeto, durante a aprovação do Orçamento do Estado, o Governo emitiu esta sexta-feira um despacho onde diz que a empresa pública "deve continuar a executar os procedimentos administrativos necessários à aquisição de material circulante, modernização da sinalização e concretização do Plano de Expansão da rede do Metropolitano de Lisboa - Prolongamento das Linhas Amarela e Verde - Rato - Cais do Sodré, bem como os procedimentos conexos com esses projetos, nomeadamente os respetivos procedimentos de contratação pública".

Os argumentos de Marcelo

Numa altura em que se espera a adjudicação da obra, em comunicado o Ministro do Ambiente, Matos Fernandes, que tutela os transportes públicos, argumenta a decisão agora tomada com o texto da promulgação do Orçamento do Estado pelo Presidente da Republica.

O Governo diz que Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a decisão dos deputados sobre o Metro não suspendeu qualquer decisão administrativa, apenas sendo uma "recomendação política" sobre o assunto ao executivo e à administração pública.

Os argumentos económicos

O ministro defende ainda que a expansão da rede do Metropolitano de Lisboa é "urgente e crítica" para o interesse nacional, num investimento público fundamental para a economia, dinamizando-a, "o que é especialmente importante perante os efeitos sobre a economia que a pandemia da Covid-19 já está a provocar em todo o Mundo e em Portugal".

O Governo aponta ainda para as verbas da União Europeia já aprovadas para o projeto, cerca de 83 milhões de euros.

O Plano de Expansão da rede do Metropolitano de Lisboa, que inclui o prolongamento das Linhas Amarela e Verde, ligando numa linha circular as estações do Rato ao Cais do Sodré, representa um investimento total de 276 milhões de euros.

A data de conclusão da obra, se tudo correr como previsto, será 2023.

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