Governo corrige decreto, nova polémica com AstraZeneca e outros destaques TSF

O decreto publicado há mais de uma semana sobre o estado de emergência não previa a hora do início da nova proibição de circulação entre concelhos. Agora é claro: a proibição arranca à meia-noite de quinta para sexta-feira.

Esta quarta-feira fica marcada pela correção do decreto que regulamenta o estado de emergência para garantir que a proibição de circular entre concelhos arranca mesmo à meia-noite, de quinta para sexta-feira. Publicado há mais de uma semana pela Presidência do Conselho de Ministros, o decreto não previa a hora do início desta nova proibição que vai durar 11 dias.

Continua a polémica com as vacinas da AstraZeneca. Desta vez, foram encontradas 29 milhões de doses escondidas num armazém em Itália, cujo destino seria o Reino Unido. A farmacêutica já veio esclarecer que 13 milhões de doses aguardam luz verde do controlo de qualidade para poderem ser enviadas para países mais pobres. Os restantes 16 milhões destinam-se aos países da UE, estando apenas à espera de aprovação.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, propôs ao parlamento a renovação do estado de emergência até 15 de abril, para permitir medidas de contenção da Covid-19. Este é o 14.º diploma do estado de emergência que Marcelo Rebelo de Sousa submete para autorização do parlamento no atual contexto de pandemia de Covid-19 e será discutido e votado pelos deputados na quinta-feira à tarde, com aprovação assegurada.

Na ordem do dia, continua também o caso da TAP e Groundforce. O ministro das Infraestruturas disse que a TAP vai repensar a sua participação e a sua manutenção na Groundforce, que "não tem mais nada para dar" à companhia aérea como garantia, e reiterou que não há planos para substituir a empresa de assistência em aeroportos por self handling. Pedro Nuno Santos revelou também que o próximo presidente da Comissão Executivo da TAP vai ter um ordenado bruto entre os 35 e os 45 mil euros.

No final da audiência com o Presidente da República sobre o estado de emergência, Rio foi questionado se entende que o caso da venda de seis barragens pela EDP já deveria ter tido consequências políticas. Em resposta, o líder do PSD afirmou que o ministro do Ambiente se mantém no Governo porque "mentir, faltar à verdade, não é para o primeiro-ministro muito grave, é normal".

De Portugal, para o Reino Unido. Boris Johnson cometeu uma gafe que pode piorar o relacionamento com a União Europeia. Num encontro com membros do partido conservador Boris Johnson explicou que o sucesso do plano de vacinação no país se deve a dois fatores: capitalismo e ganância. O chefe de Governo apercebeu-se de imediato das implicações do que tinha dito e pediu a todos os participantes discrição e segredo.

De volta a Portugal e ao estado de emergência. A partir da próxima sexta-feira, 26 de março, e até 5 de abril, a primeira segunda-feira a seguir à Páscoa, Portugal entra numa nova fase em que é proibida a circulação para fora do concelho do domicílio, desta vez durante 11 dias seguidos - com as habituais exceções. Quem trabalha nas forças de segurança admite que é cada vez mais difícil garantir que a letra da lei é respeitada.

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