Governo diz que Covid-19 e reformas justificam aumento de utentes sem médico de família

Há cinco anos que Portugal não tinha tantas pessoas sem médico de família.

O Ministério da Saúde justifica o aumento de portugueses sem médico de família com a subida de utentes a surgirem nos centros de saúde e unidades de saúde familiar devido às vigilâncias ativas da Covid-19 e ao processo de vacinação.

Como a TSF noticiou esta manhã, há cinco anos que não existiam tantos portugueses sem médico de família. No final de junho existiam 1,057 milhões de portugueses nesta situação, mais 19,5% que em junho de 2020 (+206 mil pessoas) ou mais 32,5% (+259 mil) que em junho de 2019 - antes do início da pandemia.

Agora, o ministério justifica o aumento com três fatores, dois deles relacionados com a pandemia.

O comunicado, o Ministério da Saúde refere "o aumento muito relevante da ativação de inscrições de utentes, antes não frequentadores dos cuidados de saúde primários, quer por via das unidades de saúde pública (pessoas em vigilância por casa da Covid-19), quer por via da vacinação".

Pelas contas do Governo, entre janeiro a maio de 2021 existiram mais 75 mil inscrições de utentes.

Por outro lado, até maio também se aposentaram 131 médicos de família.

O comunicado destaca que os médicos de família podem, no ano em curso, atingir a idade legal para aposentação e mesmo assim, "caso pretendam, manter-se ao serviço, acedendo aos incentivos de natureza pecuniária previstos para os médicos colocados em zonas geográficas qualificadas como carenciadas.

O Serviço Nacional de Saúde tem hoje 197 médicos de família aposentados que continuam a trabalhar.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A COVID-19

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de