Governo e psicólogos desenvolvem guias para lidar com crianças vítimas de violência doméstica

Entre 2015 e 2019, mais de 7400 crianças e jovens foram acolhidos nas casas de abrigo.

O prazo para a entrega de candidaturas do concurso para reforçar o apoio psicológico para crianças e jovens vítimas de violência doméstica terminava esta quarta-feira, mas foi prorrogado até 10 de março. A ministra de Estado e da Presidência explica que o objetivo é encontrar apoio especializado para uma população vulnerável e com necessidades específicas.

Em declarações à TSF, Mariana Vieira da Silva conta que estão a ser desenvolvidos guias para lidar com crianças vítimas de violência, em conjunto com a Ordem dos Psicólogos.

"Estamos a trabalhar com a Ordem dos Psicólogos na criação de um apoio específico para estas idades, para que, nas várias estruturas de acompanhamento de vítimas de violência doméstica, possa existir um apoio especialmente dirigido aos jovens. Fizemos várias outras coisas para contribuir para isto: tivemos guias de intervenção junto das crianças e jovens, guias de requisitos para sabermos lidar com crianças nesta situação e, portanto, poderemos passar a ter financiamento para que a rede de apoio à violência doméstica possa ter este apoio especialmente dirigido às crianças", sustenta.

Mariana Vieira da Silva afirma que este concurso surge depois de o problema ter sido identificado por uma comissão interdisciplinar.

"Há quase dois anos, tivemos aquele pico de casos de violência doméstica. Na altura, o Governo pediu a uma comissão interdisciplinar que identificasse diferentes problemas e um dos temas que foi identificado foi a capacidade de apoiar as crianças que, sendo testemunhas de casos de violência doméstica, são vítimas de violência doméstica, para que elas pudessem ter um apoio específico", adianta.

Renata Benavente, vice-presidente da Ordem dos Psicólogos, explica que os psicólogos que vão integrar a bolsa devem ter características específicas, nomeadamente "ter uma especialidade avançada reconhecida pela Ordem" em áreas essenciais para desenvolverem este trabalho.

A psicóloga Renata Benavente explica ainda que a exposição à violência seja direta ou não tem consequências graves e perpetua comportamentos de violência no futuro.

Podem aceder aos apoios as entidades públicas ou privadas que integrem ou venham a integrar a Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica.

Entre 2015 e 2019, mais de 7400 crianças e jovens foram acolhidos nas casas de abrigo.

Notícia atualizada com o novo prazo para apresentação de candidaturas ao concurso às 13:40

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