Governo estuda telefones nas celas para reduzir suicídios nas prisões

Ministra Catarina Sarmento e Castro garante que o programa "tem tido resultados" na redução da taxa de suicídios.

O Governo está a estudar a aplicação de um programa que permita disponibilizar telefones fixos nas celas dos reclusos das prisões portuguesas para reduzir o número de suicídios nas prisões, avançou esta quarta-feira a ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro.

Na audição parlamentar no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) em que está a ser ouvida, a ministra adiantou ainda que está ser testada uma solução de assistência de saúde à distância para os reclusos.

"Estão já no terreno projetos de utilização dos serviços de saúde à distância, com colaboração do Serviço Nacional de Saúde, uma vez que o integram", assinalou Catarina Sarmento e Castro.

Sobre a colocação de telefones nas células, a governante garante que o programa "tem tido resultados do ponto de vista da diminuição das taxas de suicídio, e tem-no provado lá fora".

Catarina Sarmento e Castro defendeu também a "valorização remuneratória" da carreira de guarda prisional, sublinhando que o OE2022 prevê cinco milhões de euros para a atualização do suplemento de risco.

"Constitui mais um inequívoco sinal da firme intenção deste Governo e do ministério da Justiça, em particular, de melhorar as condições de trabalho destes profissionais", garante a ministra, que realça estar a decorrer um concurso de admissão de 150 guardas prisionais depois de, ao longo dos últimos quatro anos, terem sido admitidos "mais de 400 efetivos".

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