Governo garante disponibilidade total para dar vistos humanitários a afegãos

Ministro dos Negócios Estrangeiros assegura que Portugal está em condições de receber centenas de refugiados afegãos que estejam sob ameaça do regime taliban.

O Governo português garante que está disponível para emitir vistos humanitários para os cidadãos afegãos ameaçados pelas novas autoridades de Cabul. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, assegura a total disponibilidade de Portugal nesta matéria, após um apelo internacional para que sejam dados vistos humanitários às juízas afegãs.

"Portugal é um dos países que garante proteção internacional a todos os cidadãos afegãos que estão a necessitar de apoio humanitário por serem especialmente vulneráveis a efetivas ou eventuais tentativas de retaliação por parte das novas autoridades no Afeganistão. Entre esses cidadãos encontram-se ativistas de direitos humanos, jornalistas, desportistas, músicos e mulheres magistradas, juízas ou juristas", aponta Augusto Santos Silva.

Desde que os taliban assumiram o poder, Portugal já recebeu 88 refugiados do Afeganistão, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros ressalva que o país tem margem para receber centenas.

"A capacidade de acolhimento vai também evoluindo à medida das necessidades. Nós começámos por responder imediatamente, no dia 16 de agosto, a duas solicitações precisas da União Europeia e da NATO. Tínhamos capacidade para acolher de imediato 50 pessoas", recorda Santos Silva.

"Neste momento, a nossa capacidade de acolhimento é já na ordem das várias centenas de pessoas. Vamos ajustando a nossa própria capacidade às necessidades, é assim que se trabalha em questões humanitárias", sublinha.

A União Internacional de Juízes apelou aos governos do mundo que ajudem as juízas afegãs a sair rapidamente do Afeganistão. Este organismo é, a partir de agora, presidido pelo português José Igreja Matos - o primeiro luso a ocupar esse cargo. Igreja Matos foi escolhido durante um encontro que reuniu representantes dos 94 países membros da União, em Roma.

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