Costa destaca recuperação das aprendizagens para evitar sequelas nos alunos

Primeiro-ministro realça a necessidade de evitar que as "sequelas" da pandemia se prolonguem na vida da atual geração de alunos.

O primeiro-ministro, António Costa, sublinhou a importância de alocar recursos à recuperação das aprendizagens para evitar que as sequelas da pandemia não se prolonguem na vida da geração de alunos que foi "duramente atingida" no processo formativo.

António Costa discursou esta tarde na sessão de apresentação do Plano de Recuperação de Aprendizagens, que foi feita pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, precisamente no Dia Mundial da Criança, na Escola Secundária Dr. Azevedo Neves, concelho de Amadora, distrito de Lisboa.

"Queria dizer que é um trabalho que vale a pena porque é o trabalho em que estamos mesmo a apostar, que as sequelas desta pandemia não se prolongarão na vida desta geração que nestes dois anos letivos foi duramente atingida no seu processo formativo. Não, não vai ser assim e, por isso, vamos trabalhar muito nos próximos dois anos para que isso não aconteça", sublinhou o primeiro-ministro.

De acordo com António Costa, foi decidido pelo Governo "alocar um conjunto de recursos para nos próximos dois anos letivos apoiar as comunidades educativas no esforço que estão a fazer" com o objetivo que o processo de recuperação de aprendizagens tenha sucesso.

"Cada um de nós terá os momentos mais difíceis um dia para recordar de toda esta luta. Para mim, o dia mais difícil foi quando no dia 12 de março do ano passado anunciei que as escolas iriam encerrar no dia 16. Foi uma medida muito difícil de tomar porque tínhamos bem consciência do impacto que isso ia ter no processo de desenvolvimento das crianças mais pequenas, de formação de todas elas", confidenciou.

Para o chefe do executivo, a recuperação das aprendizagens "é um grande desafio que a sociedade tem pela frente nos próximos dois anos".

"Temos mesmo que recuperar da pandemia e a recuperação da pandemia passa por garantir que as crianças que ao longo destes dois anos foram afetadas - porque tiveram que ser - em todo o seu processo de formação possam recuperar aquilo que sofreram nestes dois anos", afirmou.

O primeiro-ministro deixou claro que a pandemia de Covid-19 não se trata apenas de um problema de saúde, nem económico ou de desemprego, mas "foi um enorme problema para o processo educativo".

"A pandemia mais tarde ou mais cedo vai passar, esperemos que não deixe sequelas do ponto de vista da saúde, mas há outras sequelas que esta pandemia deixou e a mais grave e porventura a mais duradoura era aquela que teria e poderia atingir toda uma geração de crianças", apontou.

Nas palavras de António Costa, a metodologia escolhida para esta recuperação "é clara" e "já se estranhou, mas felizmente já se entranhou".

"Tem a ver com a aposta, simultaneamente, na descentralização, na autonomia e na flexibilização, o triângulo virtuoso do sucesso da transformação da escola, do seu enraizamento na comunidade, mas também na confiança que é depositada nos professores, nos auxiliares para efetivamente gerirem, conduzirem e transformarem a escola em que estão e a adaptarem à realidade específica das crianças e do território onde estão inseridos", explicou.

Na perspetiva do primeiro-ministro, a flexibilidade é hoje fundamental porque "o ensino não pode ser espartilhado, tem que ser cada vez mais transversal", sendo esta flexibilidade a forma de preparar os alunos "para a realidade que é a vida".

O Plano de Recuperação de Aprendizagens do Governo vai envolver um investimento de cerca de 900 milhões de euros, anunciou hoje o ministro da Educação, sublinhando que as medidas e recomendações desenhadas estão agora nas mãos das escolas.

Segundo o ministro da Educação, as grandes prioridades do "Plano 21|23 Escola +" serão "ensinar e aprender", "apoiar as comunidades educativas" e "conhecer e avaliar", sempre de olhos postos no sucesso, na inclusão e na cidadania.

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