"Grande sucesso." Nasceram sete aves de rapina em vias de extinção em Moura

Na Herdade da Contenda, no Alentejo, nasceram sete abutres-pretos, uma espécie em sério risco de extinção. Pedro Rocha, diretor-executivo da herdade, falou na Manhã TSF sobre o projeto que já tem mais de uma década.

Nasceram aves de rapina em vias de extinção na Herdade da Contenda, em Moura, no Alentejo. Tratam-se de sete abutres-pretos que, segundo Pedro Rocha, o diretor-executivo da herdade, são alguns dos frutos de "um trabalho longo" de mais de dez anos.

Durante a última década, a Herdade da Contenda tem "construído e recuperado ninhos" e ainda existe "um campo de alimentação de abutres". O diretor assume que 2021 foi um ano de "grande sucesso" na recuperação da espécie.

Agora, as crias mais recentes já estão "emancipadas dos pais" e, a "partir de outubro ou novembro devem libertar-se da parte paternal e começam a fazer voos exploratórios. Depois, serão seguidos por "emissores de satélite" e algumas estão na Contenda, mas outros estão "a 200 quilómetros de distância".

Sobre a alimentação dos abutres-pretos juvenis, a Herdade da Contenda continua a ter condições para alimentar as aves. Contudo, também existem "alimentadores em Espanha" e a espécie vai encontrando "alimento e já tem os seus pontos de paragem de maneira a que possam sobreviver".

Questionado por Fernando Alves, na Manhã TSF, sobre as preocupações ambientais na Herdade da Contenda, Pedro Rocha diz que o local tem um "respeito total pelos ciclos naturais seja na floresta, pecuária ou atividade sinergética", para proteger uma zona que tem alguns riscos, como "os solos delgados e o risco de desertificação".

Para Pedro Rocha, os abutres são a "brigada sanitária" e têm a função de "tirar o que está a mais na natureza" e acredita que a população "vai compreendendo" e a Herdade vai tentando que os habitantes de Moura e Baixo Alentejo entendam a importância da espécie, tratando-a como "sua".

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