Adesão perto de 100%. Greve deixa Metro do Porto "drasticamente" limitado

O dirigente sindical Hélder Silva refere que "há maquinistas a contrato e um ou outro que não têm sindicato", e que não aderiram ao protesto.

A greve de maquinistas da Metro do Porto está esta sexta-feira a registar uma adesão de "100%, ao nível dos associados" do Sindicato dos Maquinistas, mas na estação da Trindade circulavam, cerca das 08h00, várias composições. O serviço do metro do Porto vai estar "muitíssimo condicionado" esta sexta e terça-feira devido à greve dos maquinistas. A empresa adiantou que a capacidade de transporte estará "drasticamente limitada" e sem os serviços mínimos.

"Devido à greve, o serviço do metro do Porto estará muitíssimo condicionado nos próximos dias 03 (sexta-feira) e 07 (terça-feira) de dezembro", revelou na quinta-feira a Metro do Porto numa nota publicada no seu 'site'.

"Ao nível de associados está a ter 100% de adesão. Andam aí algumas circulações, mas o serviço está muito reduzido", afirmou à Lusa Hélder Silva, dirigente sindical, referindo que "há maquinistas a contrato e um ou outro que não têm sindicato", e que não aderiram ao protesto.

O sindicato dos maquinistas garante à TSF que a adesão à greve no Metro do Porto está a ser muito forte. A paralisação está a provocar constrangimentos em todas as linhas, sendo que algumas estão mesmo paradas.

"Normalmente costumam estar entre 150 a 160 trabalhadores, devem estar mais ou menos entre 20 a 30 trabalhadores", diz Hélder Silva. As únicas linhas em funcionamento são as que fazem parte do "tronco comum, entre a Senhora da Hora e o Dragão e a linha de Gaia, com frequências muito reduzidas".

A situação "deve manter-se" ao longo do dia, refere Hélder Silva, acrescentando que o motivo da greve é "o conflito entre o sindicato e a empresa".

"Chegámos a uma situação de impasse, nós queremos ver melhoradas as condições de trabalho e remuneratórias, algo que neste momento não conseguimos chegar a acordo", explica.

De acordo com a empresa, as linhas azul, vermelha, verde, violeta e laranja não vão funcionar nestas datas, "existindo apenas circulações muito pontuais na linha amarela e no tronco comum entre as estações Senhora da Hora e Estádio do Dragão" devido à greve convocada pelo Sindicato dos Maquinistas (SMAQ).

"A capacidade de transporte estará drasticamente limitada, não se podendo sequer falar em serviços mínimos", garante.

Nos dois dias, a Metro do Porto disponibiliza, no entanto, um serviço de transporte "alternativo em autocarro" nos segmentos da linha vermelha e verde.

"Entre as 06h00 e a 01h00 haverá autocarros disponíveis para clientes portadores de título Andante entre a Póvoa de Varzim e a Senhora da Hora (linha vermelha), com paragens nas estações de metro da Póvoa, Vila do Conde e Senhora da Hora. De igual modo, no segmento entre o Fórum Maia e o ISMAI, existe um serviço de autocarros em vaivém, com paragens naquelas duas estações", esclarece.

A Metro do Porto refere ainda que na terça-feira, dia em que se realiza um jogo de futebol da Liga dos Campeões no Estádio do Dragão, aquela estação de metro não terá, "por motivos de segurança, qualquer serviço, permanecendo fechada".

"A Metro do Porto recomenda a utilização da rede STCP e de outros operadores rodoviários para aceder ao estádio", acrescenta.

* Notícia atualizada às 10h35

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