Greve dos funcionários judiciais ameaça a retoma normal da atividade dos tribunais

Presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais fala em oficiais de justiça que "têm de pagar para trabalhar".

Uma greve convocada pelos dois sindicatos dos funcionários judiciais ameaça esta quinta-feira perturbar o normal funcionamento da justiça no dia da reabertura dos tribunais, após o período de férias judiciais de verão.

Em declarações à TSF, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, considera que falta uma estratégia para resolver os problemas estruturais na justiça.

Também Carlos Almeida, presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça lamenta que os sucessivos Governos não tenham dado resposta aos problemas que afetam os trabalhadores.

Os funcionários judiciais em greve protestam contra a falta de pessoal nos tribunais, a estagnação das carreiras e das promoções e aquilo que entendem ser a reiterada atuação à margem da lei por parte da Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ).

Relativamente à última movimentação de oficiais de justiça, António Marçal assinalou que "há tribunais que ficam numa situação muito periclitante", uma vez que pela DGAJ foram "retirados elementos essenciais ao seu funcionamento, sem haver o cuidado de os substituir por outros".

A greve foi também convocada pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), que tem sido muito crítico da política governativa para o setor.

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