Grupos prioritários revelados. Vacinação começa em janeiro para 950 mil pessoas

População mais idosa, com doenças associadas, serão os primeiros a levar a vacina contra o coronavírus. Primeira fase de vacinação será realizada nos primeiros três meses de 2021.

As primeiras vacinas contra a Covid-19 vão começar a ser administradas aos grupos prioritários a partir de janeiro e até março, anunciou o coordenador do plano de vacinação contra o coronavírus. Numa primeira fase, os primeiros portugueses a receber a vacina serão "pacientes com 50 ou mais anos", com doenças associadas, como "insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal ou doença respiratória com necessidade de apoio", referiu Francisco Ramos.

O primeiro grupo prioritário engloba ainda "residentes em lares, internados em Unidades de Cuidados Continuados e respetivos profissionais, profissionais de saúde e de serviços essenciais", disse o especialista.

De acordo com o plano de vacinação, esta primeira fase de vacinação, que irá ocorrer no primeiro trimestre de 2021, deverá chegar a 950 mil pessoas, com a segunda a ser alargada a 1,8 milhões de pessoas com mais de 65 anos. Nesta segunda fase, as vacinas serão destinadas "a pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com mais de 50 anos e até aos 64, com patologias pré-existentes".

Onde será feita a vacinação?

O coordenador do plano de vacinação contra a Covid-19 anunciou que as vacinas serão administradas em "centros de saúde, em mais de 1200 postos, mas também nos lares e em unidades de Cuidados Continuados". Francisco Ramos garante que, especificamente nestas unidades, "serão as próprias equipas de enfermagem" a fazer a vacinação, um cenário que se repetirá nos lares de idosos "com capacidade para tal".

O especialista defende que o registo de vacinas eletrónico "terá de ser robustecido" para que se saiba "em cada momento" quem foi ou não vacinado. Francisco Ramos diz também que o objetivo é que "quem tome a primeira dose fique imediatamente com a segunda dose marcada". Deve ser instalado um sistema de "chamada de pessoas", privilegiando a identificação dos doentes de risco pelos centros de saúde.

O posto de comando da vacinação massiva que irá ocorrer durante os próximos meses terá o seu centro no Ministério da Saúde, que terá apoio das Forças Armadas, forças de segurança e serviços de Inteligência. Francisco Ramos refere também que a gestão das vacinas irá ser "descentralizada e regionalizada".

Na intervenção que fez perante o olhar atento da ministra da Saúde e do primeiro-ministro, Francisco Ramos defendeu ainda que este plano de vacinação deverá ser acompanhado de um plano robusto de comunicação. O especialista anunciou que "a confiança é indispensável porque a vacinação é, provavelmente, o maior fator de sucesso no combate à pandemia".

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