Guarda agredido no Porto depois de proibidas as visitas a reclusos

O representante dos guardas avança ainda que o responsável pelos serviços prisionais desconhecia a decisão comunicada por Marta Temido.

Um guarda foi agredido este domingo no estabelecimento prisional junto à Polícia Judiciária do Porto, depois de terem sido proibidas as visitas aos reclusos durante os fins de semana, por causa do novo coronavírus. Ouvido pela TSF, o presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves, critica a forma como a decisão foi tomada e conta o que se passou.

"Ontem de manhã, confrontados com a situação, os reclusos do estabelecimento prisional junto da Polícia Judiciária do Porto, durante a manhã, quiseram fazer um levantamento de rancho, houve alguns reclusos que quiseram ir almoçar, agrediram esses reclusos e, depois, acabaram por agredir um guarda prisional com uma cadeira na cabeça que teve de ser assistido no hospital", adianta.

Jorge Alves critica a ministra da Saúde, Marta Temido, pela forma como a informação foi divulgada: "A senhora ministra da Saúde decidiu lançar aquela bomba no sábado à noite, uma hora e meia depois do encerramento dos reclusos, sem perceber como é que funciona o sistema prisional e sem preparar previamente o próprio sistema, porque dizer isto àquela hora, quando as pessoas estavam a contar ir à visita, sem ninguém saber, inclusive os profissionais da guarda prisional, criou logo a confusão."

O representante dos guardas avança ainda que o responsável pelos serviços prisionais desconhecia a decisão comunicada por Marta Temido.

"O próprio diretor-geral não sabia daquele anúncio da ministra da Saúde e como foi durante o fim de semana os organismos estão todos fechados. Nós não sabemos oficialmente como é que isto se vai processar durante a semana. A comunicação social tem transmitido", remata.

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