Há 84 concelhos em risco máximo de incêndio. Quase 300 militares reforçam prevenção

As ações de patrulhamento dissuasor e vigilância vão contar com militares da Marinha e do Exército.

Um total de 279 militares da Marinha e do Exército vão estar entre este sábado e segunda-feira no terreno para vigiar as zonas florestais e prevenir o risco de fogos rurais, anunciou o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

Segundo comunicado do EMGFA, aos 108 militares que já se encontravam em funções em grande parte do território nacional vão juntar-se mais 171, divididos em 19 patrulhas, cinco da Marinha e 14 do Exército.

As ações de patrulhamento dissuasor e vigilância vão centrar-se nos distritos de Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

O reforço do contingente no terreno resulta de um pedido da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

A Proteção Civil alertou quinta-feira para o aumento do risco de incêndios para níveis "máximo ou muito elevados" nas regiões do Norte, Centro, Vale do Tejo, Alentejo e Algarve e para "elevado" no restante território do continente.

A ANEPC indicou que são esperadas "condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais", em especial nas regiões do Centro e Sul do país, devido à previsão de tempo e seco.

Mais de 80 concelhos em risco máximo

Mais de 80 concelhos do interior Norte, do Centro, Alentejo e do Algarve estão hoje em risco máximo de incêndio e quase todo o restante território de Portugal continental está em risco muito elevado e elevado.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em risco máximo estão 84 municípios dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Leiria, Portalegre, Santarém e Faro.

Em risco muito elevado e elevado de incêndio está quase todo o restante território de Portugal continental, à exceção de 22 municípios nos distritos de Braga (Esposende), Porto (Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Maia, Matosinhos, Porto e Vila Nova de Gaia), Aveiro (Espinho, Ovar, São João da Madeira, Murtosa, Estarreja, Aveiro, Ílhavo e Oliveira do Bairro), Coimbra (Montemor-o-Velho), Leiria (Nazaré, Óbidos, Peniche e Bombarral), Lisboa (Lourinhã) e Setúbal (Sines).

O risco de incêndio é determinado pelo IPMA e tem cinco níveis: máximo, muito elevado, elevado, moderado e reduzido).

Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

A Proteção Civil alertou na quinta-feira para o aumento do risco de incêndios, a partir de sexta-feira, para níveis "máximo ou muito elevados" nas regiões do Norte, Centro, Vale do Tejo, Alentejo e Algarve e para "elevado" no restante território do Continente.

Num aviso à população emitido na quinta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicava que são esperadas "condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais", em especial nas regiões do Centro e Sul do país, devido à previsão de tempo e seco.

No aviso à população, a Proteção Civil dava ainda conta das medidas preventivas, como a proibição das queimas e queimadas sem autorização, utilização de fogareiros e grelhadores em todo o espaço rural, fumar ou fazer qualquer tipo de lume neste locais, lançar balões de mecha acesa e foguetes e o uso de fogo-de-artifício só é permitido com autorização da câmara municipal.

Sete distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso amarelo devido ao tempo quente, segundo o IPMA.

Os distritos de Bragança, Évora, Guarda, Vila Real, Beja, Castelo Branco e Portalegre, estão sob aviso amarelo até às 18:00 de segunda-feira, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.

O IPMA prevê para hoje céu geralmente limpo, com mais nebulosidade no litoral Centro no início e no fim do dia. O vento pode soprar por vezes forte de norte no litoral oeste e nas terras altas.

As temperaturas máximas vão chegar aos 38.º (Castelo Branco, Évora e Beja) e as mínimas rondam os 22.º (Aveiro).

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