"Há um descontrolo completo dos cães e gatos. Está tudo superlotado"

Ordem dos Veterinários pede ao Governo que crie um grupo de trabalho que aponte soluções para o abandono de animais: canis estão cada vez mais cheios e há cada vez mais matilhas.

A Ordem dos Médicos Veterinários diz que a situação é "dramática": os canis estão a "abarrotar" e há cada vez mais cães vadios que formam matilhas e andam à procura de comida.

O bastonário reage assim, à TSF, ao caso confirmado esta semana pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) de 17 cabras mortas por uma matilha de cães vadios em Viana do Castelo.

Jorge Cid diz que há "muitíssimos casos destes pois há um descontrolo completo dos cães em Portugal e oxalá que não existam mais problemas pois os centros de recolha estão a abarrotar, as associações estão a abarrotar e quem os devia recolher, as câmaras municipais, não os recolhem porque não têm onde os colocar. Vão-se desenvolvendo matilhas e o problema vai-se adensando pois atacam o que puderem para se alimentar".

Um descontrolo "enorme" que afeta cães e gatos, mas que se nota mais nos cães que segundo o representante dos veterinários fazem, naturalmente, mais estragos.
Então se o cão vadio for grande a dificuldade para encontrar um espaço de recolha é ainda maior.

Problemas que, segundo o bastonário, não param de se agravar desde que em setembro de 2019 a lei proibiu o abate de animais como medida de controlo da população, mesmo quando os canis estão cheios.

Veterinários querem grupo de trabalho

Jorge Cid sublinha que não são contra a proibição dos abates, mas existiram dois anos para as autoridades se prepararem e muito pouco foi feito.
A Ordem dos Médicos Veterinários defende por isso que o Governo crie, com urgência, um grupo de trabalho com especialistas independentes pois não é normal que se abandonem milhares de animais por ano em Portugal: é preciso estudar as causas e avançar com medidas.

"Se as entidades competentes para fazer a recolha recebem uma chamada de uma pessoa que viu um animal errante e não o vão buscar porque não têm sítio para o por este animal vai ficar na rua... e os animais vão-se juntando", refere o veterinário.

"Mal exista um animal abandona este tem de ser imediatamente recolhido e isso não está a acontecer. Está tudo superlotado", conclui Jorge Cid.

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