Há vida em Marte? A resposta pode chegar em 2020

A TSF convidou o astrónomo Miguel Gonçalves a olhar para o universo e prever o que vem por aí em 2020 e na próxima década. Vêm muitas e novas missões a Marte e novos instrumentos que vão ajudar a desvendar mais segredos do espaço.

Será que é desta? 2020 pode ser o ano da resposta à pergunta "Há vida em Marte?". A previsão, ou pelo menos a vontade, é apontada por Miguel Gonçalves.

O astrónomo acredita que o próximo ano vai ficar marcado por várias explorações ao planeta vermelho com muita e nova tecnologia de ponta.

No entanto, e apesar das expectativas otimistas e animadoras, Miguel Gonçalves lembra que em Astronomia é sempre complicado fazer previsões a curto prazo, porque os planos são feitos para vários anos. E, não raras vezes, sofrem atrasos. Mas uma coisa é certa. O planeta Marte vai continuar a marcar os dias de 2020.

"Para Marte estão previstas quatro missões que vão partir da Terra no próximo ano e vamos voltar a ter a NASA com um rover e com outra particularidade, um pequeno helicóptero, que pela primeira vez vai andar em Marte. Vamos ter um rover, também, da Agência Espacial Europeia em colaboração com a Agência Espacial Russa, o que é uma novidade. Estas duas missões têm outra particularidade. São missões pensadas, pela primeira vez, para detetar de uma maneira cientificamente poderosa, registos, a existir, de vida em Marte. Coisa que as missões até agora não tinham essa capacidade. Mas há mais novidades. A China também tem planos para ir a Marte. Vai tentar pela primeira vez ir lá. E uma outra novidade, que não se esperava, uma potência árabe também tem planeada uma missão para Marte, para descolar da Terra em 2020. Estamos a falar dos Emirados Árabes Unidos. Ou seja, Marte vai ter um engarrafamento".

Será que é desta que vamos saber se há vida em Marte? Não há certezas nem garantias, mas Miguel Gonçalves diz que "é a primeira vez que vamos ter tecnologia que nos vai dar resposta para isso".

A longo prazo, o astrónomo Miguel Gonçalves fala numa revolução na instrumentação da Astronomia. Os "velhos telescópios" que marcaram um ponto de viragem, no início dos anos 90, vão ser substituídos por novos aparelhos que prometem continuar a desvendar novos segredos do Universo. O mais conhecido - o Hubble - vai sair de cena já no início da próxima década e já tem um sucessor - o James Webb.

"O Hubble, que revolucionou a Astronomia, está muito próximo da reforma. Agora espera-se que em 2021 possamos ter o seu sucessor. Chama-se James Webb e vai abrir, tenho a certeza, muitos enigmas e confirmar ou desmentir muitas das teorias que nós temos. Entretanto já foi enviado para órbita próximo da Terra, um novo telescópio que vai procurar novos mundos, cada vez mais pequeninos, próximos da Terra e parecidos com a Terra. Estamos todos à espera de encontrar a chamada Terra 2.0, apesar de não chegarmos lá tão cedo".

Nas previsões para a próxima década, Miguel Gonçalves destaca, ainda, um novo projeto que já está em andamento que vai conhecer uma concretização mais acelerada nos próximos anos e que é um conjunto de centenas de antenas de radiotelescópios que vão estar no hemisfério sul, na Austrália e na África do Sul, e que depois vão ser todos ligados funcionarem como um todo. Este projeto vai "permitir ter uma quantidade de informação inacreditável e uma precisão notável, porque vai ser cinquenta vezes mais sensível que o Hubble".

LEIA AQUI AS MENSAGENS PARA O NOVO ANO DE TODAS AS PERSONALIDADES DESTACADAS PELA TSF

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