Há 26 concelhos em risco de não desconfinar. Veja a lista

O concelho de Machico, na Madeira, regista a maior taxa de incidência, com 500 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Vinte e seis concelhos estão acima do limiar de risco de incidência da Covid-19, podendo não avançar no desconfinamento caso a situação se mantenha na próxima avaliação do Governo, segundo o boletim epidemiológico divulgado esta segunda-feira.

São eles: Alandroal, Albufeira, Beja, Borba, Câmara de Lobos, Carregal do Sal, Cinfães, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Funchal, Lagoa, Machico, Marinha Grande, Moura, Odemira, Penela, Ponta Delgada, Ponta do Sol, Portimão, Ribeira Brava, Ribeira de Pena, Rio Maior, Santa Cruz, Soure, Vila do Bispo e Vimioso.

De acordo com o boletim da Direção-Geral de Saúde, estes concelhos registam um acumulado, nos últimos 14 dias, de mais de 120 casos por cada 100 mil habitantes, sete dos quais - Carregal do Sal, Machico, Moura, Odemira, Portimão, Ribeira de Pena e Rio Maior -, estão mesmo acima dos 240 novos casos por 100 mil habitantes.

Machico, na região Autónoma da Madeira, é o concelho do país com maior incidência registando 500 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Rio Maior está a oferecer testes a toda a população

Um dos concelhos com maior taxa de incidência é o de Rio Maior. O autarca, Luís Santana Dias, está preocupado porque a situação mudou de repente.

"Rio Maior, bem como o restante país, vinha numa descida, até acentuada, do número de casos. Para terem uma ideia do que fomos reduzindo, dia 1 de fevereiro estavamos com 647 casos ativos tendo, ao dia de ontem, 49 casos ativos. A descida foi, realmente, abrupta. Estivemos já com um número inferior a este, de casos ativos, no concelho, mas com o surgimento de um surto numa empresa, com cerca de 40 casos positivos, e tendo o concelho cerca de 21 mil habitantes, o rácio automaticamente subiu muitíssimo, quase de um dia para o outro", explicou à TSF Luís Santana Dias.

O autarca diz que as autoridades de saúde e a câmara estão a trabalhar para diminuir os números. Esta segunda-feira já estão a ser dados alguns passos.

"Hoje mesmo está a decorrer uma testagem a toda a população que queira dirigir-se ao centro de testagem que a câmara municipal fez numa sua infraestrutura, dando aqui apoio ao agrupamento de centros de saúde da Lezíria, que está a promover esta testagem. Não tenho ainda números, aguardo com alguma expectativa os resultados destes testes. Temos combinado, com o nosso delegado de saúde, também reforçar a testagem junto das empresas, nomeadamente junto daquelas que empregam maiores quantidades de pessoas. No dia de hoje, em particular, estamos a fazer um acompanhamento à reabertura de escolas, no sentido de garantir que tudo corre bem", afirmou o presidente da Câmara Municipal de Rio Maior.

O presidente da autarquia diz esperar que o esforço permita que o concelho desconfine com o resto do país.

"Estou otimista que o consigamos fazer, mas sou também realista ao ponto de pensar que há possibilidade de Rio Maior não acompanhar este desconfinamento. Para nós seria muito mau porque toda a sociedade precisa de reabrir, todos os rio-maiorenses precisam de trabalhar e, portanto, Rio Maior vai fazer todos os esforços para conseguir acompanhar o desconfinamento do resto do país", acrescentou Luís Santana Dias.

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