"Haverá uma espécie de vingança do consumo"

Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação de Agências de Viagens e Turismo, prevê uma retoma rápida assim que o confinamento for levantado.

"O milagre do emprego continua" no setor do turismo em Portugal. A frase é do presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo, que deixa um elogio à forma como as empresas estão a responder à crise. À TSF, Pedro Costa Ferreira afirma que o lay-off tem ajudado a travar o desemprego apesar da enorme crise que o setor atravessa. "O setor apresenta um quadro de grande crise, a maior das nossas vidas. 72% das nossas empresas estão em lay-off, a verdade é que o milagre do emprego continua, apenas 2% das empresas dispensaram colaboradores", refere.

"As empresas e agências de viagens estavam capitalizadas porque têm um negócio que faz sentido e é lucrativo e tem valor acrescentado para o cliente. Por um lado, gastaram as reservas existentes. Por outro lado, muitos dos empresários já colocaram mais dinheiro nas agências e beneficiaram dos apoios governamentais", justifica Pedro Costa Ferreira.

Em relação ao futuro, o presidente da Associação de Viagens e Turismo acredita que mal termine o confinamento a retoma será fortíssima. Pedro Costa Ferreira prevê um "regresso forte e rápido à normalidade" e uma "espécie de vingança do consumo". "Esta é uma crise especial, os depósitos bancários aumentaram, a poupança aumentou, portanto, há recursos financeiros e muita vontade de viajar", assegura.

Como não há previsão para o fim do confinamento, a Associação de Agências de Viagens e Turismo espera que se mantenham os apoios do estado ao setor, quer através do lay-off, quer através da recapitalização das empresas.

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