Hospital Central do Algarve: será desta que avança?

O parlamento aprovou por unanimidade a proposta do PS para que o governo assegure o procedimento para a construção e equipamento do novo Hospital Central do Algarve.

Os deputados pretendem que até final de setembro o executivo diga claramente se avança, e em que moldes, para a construção do Hospital Central do Algarve, que já leva uma história de 20 anos. "Até ao final do terceiro trimestre de 2022, o Governo adota as diligências necessárias que assegurem o procedimento para a construção e equipamento do novo edifício do equipamento, assumindo o modelo contratual mais célere para a concretização da obra, que concilie o princípio de viabilidade e sustentabilidade económica e financeira com o critério de imperiosa urgência e necessidade para a qualidade da assistência prestada à população da região", prevê a iniciativa do PS aprovada por unanimidade na Comissão de Orçamento e Finanças, tendo sido rejeitadas as restantes propostas.

Durante o seu mandato, José Sócrates chegou a lançar a primeira pedra para a construção do Hospital. Mas o processo começou muitos anos antes, em 2002, era Durão Barroso o primeiro-ministro e Luís Filipe Pereira o ministro da saúde. Chegou a ser escolhido o local, junto ao Estádio do Algarve, no Parque das Cidades. Já em 2006, com o PS no poder, Correia de Campos, o ministro da saúde de então, aprova uma lista que coloca o Hospital Central do Algarve como 2ª prioridade dos hospitais a construir no país.

Os anos vão passando, lança-se um concurso para uma Parceria Público-Privada (PPP) construir o equipamento e ganha a empresa Teixeira Duarte. Contudo, em 2011, quando Pedro Passos Coelho assume o cargo de Primeiro ministro, a PPP que estava a ser criada entre o Estado e a construtora vencedora do concurso fica suspensa. O governo do PSD alega que não tem dinheiro para construir o Hospital.

De lá para cá, nada evoluiu. Já como ministra da Saúde, Marta Temido afirma que eram necessários "estudos" para avançar com a construção do Hospital. O tema, que é "cavalo de batalha" de todos os deputados eleitos pelo Algarve, surge novamente depois dos deputados terem votado por unanimidade a decisão para que o governo assegure até final de setembro que o hospital será construído.

O PS garante que desde 2019 estão a estudar se será possível retomar a Parceira Público Privada, nos termos em que ela foi suspensa. " Se podemos avançar com a PPP, então que se avance, senão se puder avançar por alguma circunstância, então que o governo adote outro modo", afirma o deputado Luis Graça." Não podemos, nem queremos ficar à espera de uma unidade hospitalar que é absolutamente central para a região", sublinha.

Neste caso também o PSD está de acordo, embora o deputado Luis Gomes coloque algumas reticências. " Sou como S. Tomé, ver para crer", afirma. Lembra que os socialistas noutras ocasiões assumiram compromissos idênticos, no entanto admite que, desta vez, de uma forma mais clara. " Agora, fruto de um conjunto de propostas alternativas apresentadas, teve um gesto democrático de aceder à pressão politica", adianta.

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