Hospital de S. João vai poupar 700 mil euros por ano com eficiência energética

Com o primeiro inverno à porta desde o início da guerra na Ucrânia, esta unidade hospitalar vai promover uma campanha para sensibilizar os seis mil trabalhadores para um uso mais eficiente dos equipamentos e de todo o edifício. Com outras medidas em marcha, até ao final do próximo verão haverá condições para uma poupança anual de 700 mil euros.

O centro ambulatório é o coração da mudança. Jorge Sousa, diretor do serviço de Instalações e Equipamentos do Hospital de S. João, no Porto, explica o que foi alterado.

"Temos as janelas que foram substituídas, foram colocados isolamentos exteriores em toda a cobertura, o controlo de iluminação e o sistema de climatização."

Num dos setores do centro ambulatório, Jorge Sousa abre a porta que separa a sala de espera do local das consultas.

Os gabinetes médicos, todos perfilados e enumerados, perdem-se de vista. No interior, encontra-se o equipamento básico para uma consulta e um sistema de iluminação inteligente.

"Faz um controlo automático. Quando temos iluminação exterior suficiente, a iluminação não arranca, e quando não tiver ocupação também não. À noite, desliga-se automaticamente. Há poupanças sempre ativas."

O modelo está a ser replicado nos duzentos gabinetes de ambulatório, mas a remodelação não se fica por aqui.

A instalação de painéis solares, numa área de quase seis mil metros quadrados, completa a mudança.

"A produção das coberturas vai, provavelmente, garantir a autonomia de abastecimento do centro ambulatório."

Num dos corredores, Jorge Sousa aponta para o teto.

"Podemos ter uma modificação do sistema de iluminação passando todo para LED. Estamos a fazer essa aplicação de forma progressiva em todo o hospital. Depois, ligando isto à parte da gestão técnica, vamos ativar a iluminação conforme os períodos do dia e conforme a iluminação exterior."

A substituição de coberturas e a instalação de painéis solares faz parte de um plano que inclui uma campanha de sensibilização para breve.

"A ideia é criar rotinas, criar métodos da otimização da instalação, quer na temperatura, no desligar do ar condicionado, do controlo da iluminação."

Entre junho e setembro, a fatura da luz subiu 150 por cento. Jorge Sousa acredita que a poupança pode ser transversal, sem colocar em causa a assistência médica.

"Quando fizemos, agora, a nova ala pediátrica, ela consome muito menos do que nós estávamos à espera. Tal como o nosso frigorífico lá de casa, todos os equipamentos que hoje existem de última geração consomem muito menos do que os equipamentos já existentes."

O plano de eficiência energética que está a ser implementado no Hospital de S. João termina, esta fase, no verão do próximo ano. Jorge Sousa antevê uma enorme diferença.

"Nós temos uma poupança prevista de 700 mil euros por ano. Em termos percentuais deve andar à volta dos 20 a 25 por cento da energia total do hospital."

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