Hospital Garcia de Orta em "cenário de pré-catástrofe" com todas as camas Covid ocupadas

Só na última semana foram reafetadas 35 camas. Hospital está a avaliar a contratação de salas cirúrgicas de outros hospitais após reavaliação das listas de espera.

A administração do Hospital Garcia de Orta, em Almada, alertou este sábado que o hospital está em "cenário de pré-catástrofe". Num comunicado divulgado esta tarde, o hospital faz saber que as 169 camas destinadas a doentes Covid-19 estão ocupadas: há 148 doentes em enfermaria e 18 estão em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). Há ainda três doentes internados em Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD).

Este sábado, lê-se no comunicado, "o hospital volta a registar um crescimento dos doentes internados positivos para a infeção por SARS-COV-2 e a ajustar a lotação afeta à COVID-19", de forma a acomodar as necessidades decorrentes do número de doentes internados com testes positivos para infeção por SARS-COV-2.

O hospital diz estar sob "enorme pressão assistencial" há "mais de dez semanas" devido à elevada procura, tanto por parte de doentes Covid como não-Covid e revela que já teve de transferir doentes para outros hospitais do país.

Este hospital está no nível III do seu Plano de Contingência, "apresentando à data de hoje uma taxa de ocupação superior a 250%, relativamente ao que previa" nesse mesmo plano, "nomeadamente de 66 camas em enfermaria e 9 de cuidados intensivos, destinadas a doentes positivos para SARS-CoV-2".

A administração do Garcia de Orta explica que, devido à elevada procura, "tem vindo a realizar reafetações sistemáticas de circuitos e espaços", incluindo a conversão de camas de enfermaria cirúrgicas em camas médicas, sendo que só na última semana houve 35 camas reafetadas.

No comunicado divulgado, o conselho de administração elogia o "elevado esforço e dedicação dos seus profissionais", que classifica como determinantes para dar resposta adequada aos doentes "apesar dos níveis de exaustão que revelam", mas denúncia uma falta de recursos humanos clínicos "sobretudo especializados". Também as "elevadas taxas de absentismo, por isolamento ou doença", explica o hospital, têm representado constrangimentos.

O hospital revela também estar a envidar esforços para que, no final do mês de janeiro, possa "expandir a Área Dedicada ao Atendimento de Doentes Respiratórios (ADR) do Serviço de Urgência Geral" e adianta estar a "reavaliar a Lista de Espera de Inscritos para Cirurgia com os Serviços Cirúrgicos", de modo a contratar salas cirúrgicas fora do Garcia de Orta - embora com equipas cirúrgicas do hospital -, "durante janeiro de 2021".

A pandemia da doença covid-19 já provocou pelo menos 2.009.991 mortos resultantes de mais de 93,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 8.709 pessoas dos 532.416 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A doença é transmitida por um novo coronavírus (SARS-Cov-2) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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