Hotelaria e restauração não compreendem novas medidas e pedem apoios mais robustos

Ana Jacinto reafirma que são necessárias medidas mais robustas para apoiar este setor que já está há muito tempo no limite.

A AHRESP diz que começa a ser muito difícil compreender as medidas do Governo. Sem querer questionar as razões sanitárias que justificam estas decisões, Ana Jacinto, secretária-geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), afirma que desde março que o setor está quase fechado e isso não se refletiu no número de contágios.

"Nós temos os bares, as discotecas, todo o setor da animação confinado desde março. Nós temos os setores restantes a funcionar, já há muito tempo, com várias restrições: ora é aos fins de semana ora é nos horários de fecho ora é nas capacidades. Tudo isto são restrições que afetam tremendamente este setor de atividade e não é por isso que estamos a conseguir atingir a diminuição de casos. Portanto, começa a ser difícil compreender e perceber porque é que este setor tem tantas restrições se já há muito tempo já as tem e isso aparentemente não tem correlação com a diminuição do número de casos", sustenta.

A secretária geral da AHRESP lembra que "cerca de 60% do setor da restauração e bebidas estava, em dezembro, com quebras superiores a 60%, metade do setor já estava a fazer despedimentos, quase 40% já nos dizia que não conseguia abrir portas e que ia iniciar processos de insolvência e falência. E Se olharmos para o alojamento turístico, os dados também não são nada animadores, porque cerca de 61% do alojamento turístico estava com quebras acima de 80%, sendo que muitas destas unidades até estão encerradas totalmente"

Ana Jacinto reafirma que são necessárias medidas mais robustas para apoiar este setor que já está há muito tempo no limite. A secretária geral da AHRESP diz que o governo está a falhar e que os apoios tardam a chegar: "Com este novo confinamento, o cenário ainda se agrava mais e exige, de facto, que sejam tomadas medidas mais robustas."

As medidas anunciadas em dezembro só agora começam a ser regulamentadas e não estão disponíveis para as empresas, acrescenta.

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